de:
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Gerhard Erich Boehme gerhard@boehme.com.br
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para:
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"Luiz C. Nogueira"
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data:
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11 de julho de 2012 16:41
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assunto:
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Serie: Brasil: uma solução para as drogas!
|
enviado por:
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boehme.com.br
|

Mensagem enviada para: Pedro Abramovay
- Avaaz.org - avaaz@avaaz.org
Caro Pedro Abramovay - Avaaz.org,
A proposta de sua ONG (http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?fp) é interessante, não
deve ser descartada, principalmente por parte do Ministério da Justiça, mas ela
incorre nos mesmos erros das demais. Ocorre que qualquer proposta que não traga
ações nas causas dos problemas não nos levará à solução de nossos problemas.
Duas perguntas devem ser respondidas:
1. De onde estão vindo
as drogas?
2. O que leva um jovem a
ter contato com as drogas?
A primeira respondo no texto abaixo e a
segunda resposta lhe encaminho em duas outras mensagens.
Leia também:
Na mensagem com o assunto “Parte 02/03
- Brasil: uma solução para as drogas!” apresento36
perguntas que devem ser respondidas por parte de nossas autoridades. E
na mensagem “Parte 03/03 - Brasil: uma solução para as drogas!” apresento a
causa raiz de muitos dos nossos problemas, pois nos submete a uma ideologia que
está promovendo a subjugação do povo brasileiro a uma ideologia que abriga as
principais entidades que produzem e comercializam as principais drogas que
temos no Brasil depois do álcool.
E vale sempre lembrar a importância do
entendimento do que é e deve ser público e o que é e deve ser privado:
“Bens e serviços públicos têm como característica essencial a
impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele ou a
impossibilidade de limitar o acesso a eles através de restrições seletivas, com
uma única exceção eticamente aceitável: o privilégio ou benefício dado aos
portadores de deficiência física ou mental, incluindo as advindas com a idade
ou aquelas resultantes de sequelas de acidentes ou fruto da violência.” (Gerhard
Erich Boehme)
"O Estado não deve, de forma alguma, fazer aquilo que os cidadãos
também não possam fazer. Isso é autoritarismo puro. Ao contrário, só se pode
atribuir ao Estado tarefas que os próprios cidadãos possam cumprir, mas que não
é desejável que as cumpram sozinhos (seja porque isso sairia muito caro
[prevenção ao crime, como escolta, vigilância, vigias, proteção de autoridades
etc. – realizado subsidiariamente através da Polícia Militar ou Guarda
Municipal], seja porque não teriam forças para executá-las sob o regime da lei
[tributação, relações exteriores, defesa nacional ou justiça, incluindo os
primeiros passos na esfera criminal dados pelas Polícias Civis, Federal e
Técnico-científicas – atribuições privativas do Estado]). O Estado nada mais é
do que o resultado da transferência de poder dos indivíduos para uma entidade
que os represente em suas próprias ações. E ninguém pode transferir o que não
tem." (Marli Nogueira)
Mas não podemos apenas atuar nas
causas, os efeitos estão presentes em nossa sociedade, não podemos largar vidas
humanas a própria sorte, neste sentido recomendo que venha a tomar parte e faça
o que está ao seu alcance: Curso de Pós-Graduação lato sensu Dependência
Química e Comunidade Terapêutica (Veja abaixo)
Abraços,
gerhard@boehme.com.br
+55 (41) 8877-6354
+55 (41) 8877-6354
Skype: gerhardboehme
Caixa Postal 15019
80530-970 Curitiba PR
Curso de Pós-Graduação lato sensu
Dependência Química e Comunidade Terapêutica
APRESENTAÇÃO
Este curso é oferecido pela Faculdade
Luterana de Teologia – FLT(Portaria do MEC no 577, D.O.U. 01/03/2006), em
parceria com a Cruz Azul no Brasil (Cadastrada e faz parte do Banco de Dados da
Secretaria Nacional Antidrogas - SENAD, desde 25 de abril de 2002, de acordo
com a Portaria no 04, de 13 de novembro de 2000, publicada no Diário Oficial da
União, de 14 de novembro de 2000).Curso presencial de pós-graduação – lato
sensu(cf. Resolução CNE/CES no 1, de 3 de abril de 2001. A relevância de uma
especialização como esta reside no fato de que um grande percentual de usuários
de drogas desenvolve a dependência e necessita de cuidado especializado, o que
gera o aumento da demanda por tratamento. Entendemos que a Comunidade
Terapêutica é o local ideal para a promoção de valores que levam à superação da
dependência química e à uma melhoria na qualidade de vida.
PÚBLICO ALVO
Profissionais graduados no ensino
superior, que atuem ou estejam interessados em trabalhar com dependência
química e comunidades terapêuticas.
OBJETIVOS
• O presente curso de Pós-graduação
se propõe a abordar a questão da dependência de substâncias psicoativas, bem
como as formas de tratamento de pessoas que se tornaram dependentes e
especialmente o modelo do trabalho em comunidades terapêuticas. Profissionais
da área da saúde, tanto do setor público, privado ou ONGs, como da área
pastoral e demais áreas de ajuda são convidados a compreender este fenômeno da
pós-modernidade, que traz sequelas sociais muito destrutivas. Quanto às
competências e habilidades a serem adquiridos, o curso visa capacitar os
profissionais no conhecimento dos conceitos básicos de dependência química bem
como nas formas de tratamento e na construção do conceito de comunidade
terapêutica.
• Proporcionar aos alunos uma visão geral
da questão da dependência química, em especial dos mecanismos geradores de
dependência em seus aspectos bioquímicos, sociais, psicológicos e econômicos
que envolvem o problema, bem como formas de intervenção e modelos de programas
terapêuticos, vistos a partir da perspectiva da antropologia hebraico-cristã.
• Conscientizar sobre o quadro
nacional e internacional da problemática das drogas e a epidemiologia bem como
do perfil do dependente químico no Brasil.
• Identificar os conceitos básicos
sobre dependência química e suas aplicações na prevenção, diagnóstico e
tratamento de pessoas afetadas pela dependência química.
• Instruir os profissionais para
ações preventivas ao uso indevido de drogas, atuando na promoção da saúde, na
valorização e melhoria da qualidade de vida.
• Oportunizar o conhecimento do
instrumentário teórico-prático que habilite os profissionais para os serviços
básicos de atendimento a dependentes e seus familiares, através de um
diagnóstico adequado e conhecimentos das várias formas de tratamento das
dependências químicas.
• Estimular a atuação em políticas
públicas e organização de serviços ligados às questões do álcool, tabaco e
outras drogas.
• Proporcionar o conhecimento do
funcionamento de uma comunidade terapêutica, seus modelos e formas de
gerenciamento de programas terapêuticos.
• Promover a produção científica
sobre temas relacionados à Dependência Química e à Comunidade Terapêutica.
• Todos estes objetivos específicos
são norteados pelo objetivo maior da Faculdade Luterana de Teologia, que
entende como sua tarefa a formação de uma vivência cristã que se destaque pela
reflexão teológica e interdisciplinar que leve ao exercício contextual e
crítico da fé cristã, e que frutifique em obras orientadas pelo amor a Deus e voltadas
ao resgate da dignidade humana e da cidadania.
Onde o curso já aconteceu: Curitiba/PR,
São Bento do Sul/SC, Blumenau/SC, Maringá/PR, Florianópolis/SC e Santo Ângelo/ RS.
MATRIZ CURRICULAR
Introdução ao cenário da dependência
química
Conceituação e Classificação das
principais drogas
Adolescência e compulsões emergentes
Psicoterapias humanistas e
existencialistas e formas de tratamento
Metodologia da Pesquisa Científica
Epidemiologia da dependência química
Antropologia e dependência química
Equipes multidisciplinares e opções de
tratamento
Políticas Públicas e Dependência
Química
Psicoterapias de modificação do
comportamento e formas de tratamento
Psicoterapia de grupo e formas de
tratamento
Terapia farmacológica e Comorbidades em
DQ
Psicoterapias intrapsíquicas e formas
de tratamento
Ética e Bioética
Comunidades Terapêuticas – Origens e
evolução
Gestão de Comunidades Terapêuticas
Aspectos Fiscais e Jurídicos em CTs e
ONGs
Terapia e Espiritualidade Terapia
Familiar – Perspectiva sistêmica
Programa Terapêutico em Com.
Terapêuticas II – Funcionamento das Cts
Grupos de Apoio ao Tratamento
Antropologia e dependência química
Programa Terapêutico em Com.
Terapêutica III – Abordagem ao usuário
Reinserção Social e Relação Comunitária
Programa Terapêutico em Com.
Terapêuticas I – Entrevista Motivacional
Aconselhamento Pastoral
Metodologia do Ensino Superior I
Metodologia do Ensino Superior II
Cuidando do Cuidador
Trabalho de Conclusão de Curso
CARGA HORARIA
420 h/a.
LOCAL
A ser informado.
PERÍODO DE INSCRIÇÃO, DATAS DE INÍCIO E
TÉRMINO
Inscrições: A ser informado.
PERIODICIDADE
O curso acontecerá num período de 20
meses de aula, sem incluir o período de elaboração do TCC, para a qual se
computará o período de seis (06) meses.
DIAS DAS AULAS
As aulas acontecerão uma vez ao mês,
sexta e sábado, perfazendo um total de 20 h/a. Horários:
NÚMERO DE VAGAS
Mínimo: 30 Máximo: 45
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
EDUCACIONAIS
As normas que regem a prestação de
serviços educacionais por parte da instituição ofertante do curso, bem como as
que regem a contraprestação pelos serviços educacionais prestados por parte do
aluno, se encontram definidas no "Contrato de prestação de serviços
educacionais", o qual é assinado pelo Diretor da Faculdade (contratado) e
pelo respectivo aluno (contratante) no ato da matrícula.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A
INSCRIÇÃO- Ficha de Inscrição devidamente preenchida baixe aqui;
- Cópia autenticada do Histórico
Escolar de Graduação;
- Cópia autenticada do Diploma de
Graduação;
- Cópia simples da carteira de
identidade;
- Cópia simples do CPF;
- 01 foto recente 3X4;
- Cópia simples do Comprovante Militar
- Cópia simples do Comprovante de
pagamento da taxa de inscrição;
- carta de intenções ( seus objetivos
para o curso)
- Assinatura do "Contrato de
prestação de serviços educacionais" (entregue no primeiro dia de aula)
Obs.: A inscrição somente é consolidada
perante a entrega de toda documentação e quitação da taxa de inscrição.
MANUAL DO ALUNO
No ato da inscrição, cada aluno
receberá da FLT um "Manual do aluno", no qual constarão todas as
informações pertinentes ao desenvolvimento do curso, tais como: calendário;
horário das atividades acadêmicas e de funcionamento da secretaria acadêmica e
administrativo-financeira; descrição dos objetivos e metas do curso; grade
curricular e carga horária; corpo docente; bem como informações gerais
relativas à avaliação, à metodologia de ensino, à entrega de trabalhos;
referente a desistência do curso; ao encaminhamento e execução da monografia de
conclusão do curso, à forma de pagamento e à coordenação de curso e seus
horários de funcionamento.
INFORMAÇÕES
From: Pedro Abramovay - Avaaz.org
[mailto:avaaz@avaaz.org]
Sent:Wednesday, July 11, 2012 9:30 AM
To: gerhard@boehme.com.br
Subject: Brasil: uma solução para as drogas!
Sent:Wednesday, July 11, 2012 9:30 AM
To: gerhard@boehme.com.br
Subject: Brasil: uma solução para as drogas!
Caros amigos do Brasil,
A política de drogas brasileira é
um fracasso. Ela nos custa bilhões, um valor muito acima de nossas capacidades,
e é incapaz reduzir a violência ou ajudar famílias que não conseguem tratar
dependentes. Mas na segunda-feira, uma aliança poderosa lançou uma nova
proposta e se nos mobilizarmos por ela agora, poderemos mudar essa estratégia
inútil.
A proposta é transformar nossa política falida no modelo de sucesso iniciado em Portugal -- um modelo com foco no tratamento dos dependentes não violentos, liberando assim os recursos policiais para o enfrentamento do crime organizado e para a redução da violência. Dois deputados apresentarão a proposta esta semana, mas os parlamentares só considerarão esta promissora proposta se eles sentirem que têm apoio popular. Cabe a nós abrir o caminho para uma política de drogas eficiente e sã.
Hoje esta proposta está por toda parte na mídia e estamos com a faca e o queijo na mão para fazer essa reforma acontecer -- quando atingirmos 50.000 assinaturas nós entregaremos, junto com parceiros, nossa mensagem de apoio diretamente ao Presidente da Câmara dos Deputados e nos asseguraremos que a proposta será debatida imediatamente. Assine a petição urgente abaixo e compartilhe com todos:
http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?bpQUZbb&v=15921
A atual lei de drogas não diferencia claramente usuários não violentos de traficantes. Na prática, os pobres são classificados como traficantes e os ricos como consumidores. Ao invés de oferecer tratamento àqueles que sofrem com a dependência, nosso sistema concentra maciçamente seus recursos policiais em réus primários não violentos, deixando espaço para o crescimento do crime organizado. E nós gastamos bilhões de nossos impostos neste modelo perdulário.
Enquanto isso, em 2001, Portugal aprovou uma nova lei que diferencia claramente usuários de traficantes, tratando traficantes como um caso de polícia e usuários como um problema de saúde. Depois dessa mudança, as mortes relacionadas às drogas desabaram, a luta contra o crime organizado ganhou terreno e, diferentemente do previsto por alguns, o consumo de drogas caiu entre os jovens. Se agirmos agora, podemos adotar medidas semelhantes aqui no Brasil.
Muitos políticos sabem que a atual política de drogas é um fracasso total, mas eles têm medo de admitir por medo da reação pública. Se mostrarmos que há apoio público a esta nova proposta, podemos transformar nosso modelo falido e salvar vidas. Assine essa petição e compartilhe com seus amigos para mostrar que queremos mudar:
http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?bpQUZbb&v=15921
Nosso movimento mostrou inúmeras vezes, no Brasil, que quando as pessoas agem, podemos forçar os políticos a escutá-las. Conseguimos no passado com a Ficha Limpa, com a aprovação da PEC do trabalho escravo e com os vetos ao código florestal. Vamos usar o poder popular para consertar nossa política de drogas com a aprovação de reformas de bom senso.
Com esperança e determinação,
Pedro, Carol, Diego, Ian, Ricken e toda a equipe da Avaaz.
Mais informação:
A Lei de Drogas na prática - Banco de Injustiças
http://www.bancodeinjusticas.org.br/aleinapratica/
Proposta de alteração da lei
http://eprecisomudar.com.br/arq/ProjetoDeLei.pdf
Relatório da Comissão Global sobre drogas
http://www.globalcommissionondrugs.org/reports/
Pesquisa Prisão Provisória e Lei de Drogas - Universidade de São Paulo
http://www.nevusp.org/downloads/down254.pdf
Drogas: Brasil ou Portugal - Jornal o Dia
http://odia.ig.com.br/portal/opiniao/pedro-abramovay-drogas-brasil-ou-portugal-1.447665

A proposta é transformar nossa política falida no modelo de sucesso iniciado em Portugal -- um modelo com foco no tratamento dos dependentes não violentos, liberando assim os recursos policiais para o enfrentamento do crime organizado e para a redução da violência. Dois deputados apresentarão a proposta esta semana, mas os parlamentares só considerarão esta promissora proposta se eles sentirem que têm apoio popular. Cabe a nós abrir o caminho para uma política de drogas eficiente e sã.
Hoje esta proposta está por toda parte na mídia e estamos com a faca e o queijo na mão para fazer essa reforma acontecer -- quando atingirmos 50.000 assinaturas nós entregaremos, junto com parceiros, nossa mensagem de apoio diretamente ao Presidente da Câmara dos Deputados e nos asseguraremos que a proposta será debatida imediatamente. Assine a petição urgente abaixo e compartilhe com todos:
http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?bpQUZbb&v=15921
A atual lei de drogas não diferencia claramente usuários não violentos de traficantes. Na prática, os pobres são classificados como traficantes e os ricos como consumidores. Ao invés de oferecer tratamento àqueles que sofrem com a dependência, nosso sistema concentra maciçamente seus recursos policiais em réus primários não violentos, deixando espaço para o crescimento do crime organizado. E nós gastamos bilhões de nossos impostos neste modelo perdulário.
Enquanto isso, em 2001, Portugal aprovou uma nova lei que diferencia claramente usuários de traficantes, tratando traficantes como um caso de polícia e usuários como um problema de saúde. Depois dessa mudança, as mortes relacionadas às drogas desabaram, a luta contra o crime organizado ganhou terreno e, diferentemente do previsto por alguns, o consumo de drogas caiu entre os jovens. Se agirmos agora, podemos adotar medidas semelhantes aqui no Brasil.
Muitos políticos sabem que a atual política de drogas é um fracasso total, mas eles têm medo de admitir por medo da reação pública. Se mostrarmos que há apoio público a esta nova proposta, podemos transformar nosso modelo falido e salvar vidas. Assine essa petição e compartilhe com seus amigos para mostrar que queremos mudar:
http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?bpQUZbb&v=15921
Nosso movimento mostrou inúmeras vezes, no Brasil, que quando as pessoas agem, podemos forçar os políticos a escutá-las. Conseguimos no passado com a Ficha Limpa, com a aprovação da PEC do trabalho escravo e com os vetos ao código florestal. Vamos usar o poder popular para consertar nossa política de drogas com a aprovação de reformas de bom senso.
Com esperança e determinação,
Pedro, Carol, Diego, Ian, Ricken e toda a equipe da Avaaz.
Mais informação:
A Lei de Drogas na prática - Banco de Injustiças
http://www.bancodeinjusticas.org.br/aleinapratica/
Proposta de alteração da lei
http://eprecisomudar.com.br/arq/ProjetoDeLei.pdf
Relatório da Comissão Global sobre drogas
http://www.globalcommissionondrugs.org/reports/
Pesquisa Prisão Provisória e Lei de Drogas - Universidade de São Paulo
http://www.nevusp.org/downloads/down254.pdf
Drogas: Brasil ou Portugal - Jornal o Dia
http://odia.ig.com.br/portal/opiniao/pedro-abramovay-drogas-brasil-ou-portugal-1.447665

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Parte 02/03
[Em resposta à sua mensagem: ]
Mensagem enviada para: Pedro Abramovay
- Avaaz.org - avaaz@avaaz.org
Caros do Grupo de Debates do Movimento
Nacional de Direitos Humanos,
Paraguay, en particular, tendrá que
ser consciente de la encrucijada y tomar una decisión sobre el camino
que quiere tomar en el futuro. (Gerhard Erich Boehme)
Paraguay en una encrucijada.
Estamos acompanhando o desenrolar dos fatos na
crise institucional no Paraguay, agora superada com o impeachment do então
presidente Lugo. Mas a normalidade não foi ainda conseguida, há o potencial de
novos fatos e ai sim agravando a situação política e mesmo econômica daquele
pequeno país, com graves repercussões e efeitos no
Brasil, a violência em especial.
O ponto central e um dos fortes
argumentos nesta questão foi a celeridade do processo.
Um processo antidemocrático para uns. Seguramente
desinformados, pois não levaram em questão o que previa a constituição
Paraguaia e mais importante, as ameaças contra as quais os congressistas
paraguaios. Estavam assim evitando o confronto, pois sabiam que poderiam levar
à desestabilização política e econômica do país. Estavam em uma encruzilhada. E
este é uma questão que vem desde 2010. Neste sentido é necessário que se
assista: http://www.youtube.com/watch?v=QtiIDQYZm30
Depois tivemos uma série de ameaças e atentados,
nunca os congressistas estiveram tão ameaçados, e não apenas eles, sendo
emblemático o sequestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente
Raúl Cubas por membros de uma entidade que soma as FARC com o MST, o Exército do Povo Paraguaio (EPP), como a Sra.
Graça Salgueiro muito bem nos alerta (veja texto ao final).
Veja também:
notalatina.blogspot.com/
Os paraguaios terão que decidir, ou
optam pelo atraso, pela instabilidade política e pela submissão a sua
oclocracia e ao Foro San Pablo que agora exerce sua força, seus desmandos
frente a soberania de um povo.
Qual a sua opção: Democracia ou
oclocracia?
Ou optam por colocar o país no rumo
democrático, onde a liberdade se faça presente e com ela seja assegurada a
justiça dentro de sua sociedade. Mas esta segunda opção exige o entendimento e
que se observe o princípio da subsidiariedade, o livre mercado e estado de
direito, e nele inserido o direito de propriedade.
Uma das questões centrais é o
narcotráfico, e outra é a questão agrária.
A Reforma Agrária se faz necessária, é
fato. Mas ela igualmente não deve ser conduzida por pressão de grupos radicais,
fugindo assim de potenciais conflitos. Uma reforma agrária exige que se saiba
conduzir três instrumentos:
a)
abertura de novas áreas para fins de colonização e a região do Chaco é a
nova fronteira agrícola paraguaia;
b)
tributação progressiva de terras improdutivas;
c)
desapropriação, com impacto também sobre agricultores já estabilizados,
incluindo os brasiguaios.
A primeira exige um profundo
conhecimento das questões ambientais, pois há que se avaliar todos os aspectos
e impactos ambientais dela decorrente. Trata-se de um importante o bioma ao Sul
do Pantanal. O problema é que esta importante fronteira agrícola ela está a
ocorrer, o que exige que a sociedade paraguaia se antecipe a estas questões.
A segunda é o melhor instrumento, mas
exige que as terras sejam tituladas e um acompanhamento eficaz por parte das
entidades que irão avaliar a produtividade. E mais importante, que seja
colocado em curso um sistema eficaz de tributação, pois no Brasil foi um
redundante fracasso, basta lembrarmos que quando foi instituído o imposto
territorial rural a receita era próxima a do imposto de renda, hoje nem mesmo
chega a ser considerada.
A terceira, adotada no Brasil se
mostrou desastrosa, pois potencializa o conflito e dá margem à sustentação da
oclocracia, a qual é aproveitada por políticos demagogos e sem escrúpulos, como
tem sido no Brasil e foi o caso do Paraguay. Pior que como vemos, o Brasil
exportou o que há de pior aos paraguaios, o que também se volta contra muitos
brasileiros que para lá foram por opção de vida. E é dentro desta realidade de
conflito que se insere o que há de pior na nossa sociedade, como a presença de
interesses de grupos de narcotraficantes.
Outra questão é que se saiba avaliar uma questão importante, a agricultura moderna expulsa o trabalhador rural, o
qual é substituído com vantagens por máquinas e equipamentos. Em
contrapartida temos a diversidade de alimentos e muitas outras culturas, muitas
das quais são somente possíveis de serem obtidas em pequenas propriedades
rurais, como é o caso a sericicultura, mas ela é tão exótica lá como no Brasil
e nos países da América Latina.
Enveredar pela diversidade exige também uma mudança radical sobre
conceitos alimentares e no campo um modelo de colonização que possa ser
traduzido como de elevado senso comunitário. Mas isso é praticamente impossível
devido ao caráter do latino-americano, onde a “lei
de Gerson se faz presente”. No Paraguay se tem de longa data a
colonização feita de forma comunitária, como as colônias alemãs, de luteranos,
menonitas e até mesmo amish, como nos Estados Unidos. No Brasil, dada a
colonização japonesa ela também se fez presente. Mas o melhor modelo é o
empregado hoje em Israel.
Tanto no Paraguay
como no Brasil temos a busca do atraso, o MST se caracteriza muito bem nesta
direção e sua atuação no Paraguay se dá através da via
Campesina, que tem apoiado a organização dos Carperos.
E é comprovadamente o pior modelo a ser seguido, pois enaltece o conflito
.

Felizmente o mundo
reconheceu as falhas do socialismo, e isso foi o que
ocorreu em Israel, onde hoje os kibutzim se tornaram empresas ou cooperativas e
se adaptaram a uma nova realidade. Mas isso exige um esforço concentrado na
questão do capital humano, da educação fundamental em especial. A exemplo das
colônias de agricultores alemães, em Israel também se concentrou no
capital humano.
E é importante aqui citar que o
cooperativismo tem como base a fiel observação do princípio da subsidiariedade
e não ideias ou ideais coletivistas, estes que eram inicialmente usados nos
kibutzim.
Os kibutzim se tornaram o que são hoje
cooperativas extremamente competentes, quando não empresas privadas de capital
acionário. Os kibutzim em seus primeiros dias foram formados dentro de um
modelo coletivista, tentaram ser auto-suficientes em todos os produtos
agrícolas, dos ovos aos laticínios, das frutas às carnes. Durante a
experiência, os kibutzniks descobriram que a autossuficiência era impossível.
Neste sentido uma aproximação do
governo paraguaio com o de israelense é fundamental.

A prova do que escrevi pode ser vista
relacionando-se os indicadores de liberdade com quaisquer outros indicadores
sociais e econômicos que desejar:
Veja também: http://www.youtube.com/watch?v=Qe9Lw_nlFQU
En la encrucijada, nos dicen
Outro problema sério no Paraguay foi a
influência do Foro San Pablo e através dele o apoio a eleição de Fernando
Armindo Lugo de Méndez S.V.D. e agora a pressão para sua volta ao poder.
A destituição do ex-presidente Lugo foi
muito rápida e e assim tinha que ser, pois seguramente os congressistas
paraguaios de todos os partidos sofreriam pressão, muita pressão neste sentido.
Todos eles corriam risco de morte. A ingerência dos partidos e demais entidades
que tomam parte do Foro San Pablo seria poderosa, a começar pelas entidades que
atuam no campo do tráfico de armas, drogas, veículos, etc. que atuam hoje entre
o Brasil e o Paraguay e a Bolívia, seguramente se fariam presentes.
Assim tivemos o
grande derrotado com sua saída: o Foro San Pablo, particularmente o PT,
que o lidera. Todos foram surpreendidos. O melhor é que tudo foi
feito dentro da lei, respeitando-se a democracia, a ordem, a lei e sem
derramamento de sangue.
Paraguay, en particular, tendrá que
ser consciente de la encrucijada y tomar una decisión sobre el camino
que quiere tomar en el futuro. (Gerhard Erich Boehme)
De minha parte espero que os paraguaios
olhem mais em direção ao Chile, mesmo que para isso tenha que atravessar a
Argentina e dar as costas ao Brasil.
Houve um impeachment. O que não invalidou ou tornou
ilegítimo ou ilegal o processo. Os congressistas paraguaís sabiam que
ocorreriam pressões, tanto a nível interno, pelos chamados movimentos que com o
calor dos debates dariam justificativas para manifestações, preponderando a
oclocracia e não mais a democracia, que anseiam em consolidar, ou mesmo
construir.
A esta questão se soma a
ingerência externa por parte de países que hoje são direta ou indiretamente
governados por partidos que tomam parte do Foro San Pablo. Desta
forma o Brasil avalia com parceiros do "grande" Mercosul e da Unasul,
leia-se Foro San Pablo (Foro de São Paulo), medidas a serem aplicadas em
decorrência da "ruptura da ordem democrática" no Paraguay.
Devemos questionar: Que ruptura? O
corrupto e ex-bispo paraguaio foi cassado por um congresso que é o mais
legitimo representante da vontade popular, e diga-se de passagem, um
congresso independente, que não foi comprado pelo executivo, diferente do
que acontece no Brasil. Isso para não falar da ingerência dos nossos hipócritas
governantes, nos assuntos internos de um país soberano.
Nós, o que inclui a grande maioria dos verdes no
Brasil, que somos 20% e compomos a sociedade esclarecida, não comprometida com
esse governo corrupto, torcemos para que a lição de ética e moral dada pelos
paraguaios contamine todo o continente Sul Americano e destrua de uma vez por
todas essa excrescência, chamada Foro de São Paulo, criada pela múmia caribenha
e pelo descobridor do Brasil.
Esta questão é por demais
fundamental, pois o que assistimos hoje no Brasil é uma escalada da violência
jamais vista, tal que hoje o Brasil se situa entre um dos países mais violentos do
mundo, talvez só perdendo para países que então enfrentando graves conflitos
internos. Senão vejamos:
a) Cada 5 minutos uma mulher é
violentada no Brasil
, muitas
são mortas
. E o
Brasil somente tomou decisões acertadas sobre a questão quando o tema foi
levado a fóruns internacionais.


c) A Costa Leste do Paraná é hoje
uma das regiões mais violentas do mundo, onde se observa um dos mais elevados
IHA
;

f) O custo
da violência supera 5% de nosso PIB, isso segundo estudos desatualizados
realizados pelo IPEA, o Banco Mundial estima em 7,5%, eu estimo em mais de 10%
e apresento as razões
.

Este cenário de violência se agrava na chamada
Costa Leste do Paraná, onde se situa a fronteira com o Paraguay. E vale lembrar
que é o Paraná e Mato Grosso do Sul são os estados brasileiros mais próximos
das fronteiras com a Bolívia, e nesta região se situa o Chaco (chaku) uma
região de aproximadamente 1.280.000 km² e compreende partes dos
territórios paraguaio, boliviano, argentino e brasileiro (ao
sul do Pantanal), que é uma região onde se tem inúmeros conflitos de
terra, inclusive do MST brasileiro, e o mais grave, um emaranhado de rodovias,
inclusive no Brasil, sem fiscalização ou esta é precária, que segundo analistas
pode ser considerado como propositadamente precárias.
A crise no Paraguay não pode ser analisada
dissociada destas questões, pois temos:
a)
A forte
atuação de entidades ligadas ao Foro San Pablo concentradas nesta região;
b)
O aumento
do conflito de terras na região;
c)
A falta
de atuação de forças armadas ou policiais na região;
d)
A
logística de distribuição de drogas, que tem hoje a Bolívia como principal
fornecedor de cocaína e seus “derivados” e os carperos do Paraguay (MST) como
os principais fornecedores de maconha, e em muitos casos da chamada
craconha.
"Die ochlokratie" é sempre
uma das maiores ameaças à liberdade e é a melhor forma, a mais eficaz de levar
ou sustentar déspotas no poder. (Autor desconhecido)

Com isso devemos alertar a todos, pois devemos
estar atentos ao desenrolar do processo de impeachment do atual ocupante
do Palacio de los López, ou simplesmente Palacio de Gobierno, a sede
de governo da República do Paraguay, pois há um projeto de poder em curso,
o qual não apenas está desestabilizando o Paraguay, país que como muitos da
América Latina está também construindo sua democracia.
Em todos os fóruns internacionais
é defendida a soberania das nações, mas aos que pertencem ao
chamado Foro San Pablo, o qual está subjugando nações na América
Latina, seja politicamente, economicamente
, com a
pretensão de se consolidar uma UNASUL socialista, mas também
através dos mecanismos mais afastados do lícito, como o do tráfico de drogas, hoje
uma das suas principais fontes de renda.

Os congressistas paraguaios sabem que a pressão
política, principalmente por parte dos chamados "Ministros das Relações
Exteriores" do Brasil, Argentina, Venezuela, Equador e Bolívia,
representantes do Foro San Pablo. Assim esta entidade exercerá um poder
paralelo e pode desestabilizar a frágil democracia paraguaia. E notem o
discurso, é dito que o impeachment trata-se de uma afronta a democracia.
Seguramente não irão reconhecer o vice-presidente legalmente e legitimamente
eleito e a ser empossado. Até mesmo Miriam Leitão o mencionou no dia de hoje no
Bom dia Brasil
, não
considerando o tempo e que a oposição é multipartidária.

1. Como pode
ser isso, se os congressistas foram eleitos democraticamente?
2. Como pode
ser isso se este processo está sendo conduzido por praticamente todo o
Congresso, não apenas pelo membros de um ou outro partido?
Assim como Miriam Leitão, muitos estão a bater na
mesma tecla: “Partido Colorado” e sempre com a retrospectiva histórica que lhes
é oportuna. Assim induzem o pensamento crítico dos brasileiros, argentinos,
bolivianos, venezuelanos, ...
Seguramente a afirmativa parte do fato de que a
maioria pertença ao Partido Colorado, que foi o
mesmo partido que deu em passado distante o suporte ao regime de exceção do
General Alfredo Strößner Matiauda, conhecido como Presidente Stroessner,
que lá governou de forma arbitrária no período de 1954 a 1989. Repito: 1989.
2012-1989=23
Depois de Strössner, passaram pela presidência (1)
Andrés Rodríguez Pedotti, (2) Juan Carlos María Wasmosy Monti, o primeiro
eleito democraticamente, desde 1811, (3) Raúl Alberto Cubas Grau, (4) Luis
Ángel González Macchi, (5) Óscar Nicanor Duarte Frutos, até chegar ao atual
representante do Foro San Pablo no Paraguay: (5) Fernando Armindo Lugo de
Méndez S.V.D., que é conhecido respeitosamente como um ex-bispo católico, uma
espécie de Boff misturado com Frei Betto, um “ex-ativista” político,
mas na realidade foi um bispo-garanhão e é o principal líder de todos os
movimentos que destacam a oclocracia paraguaia.
Notem que os chamados chanceleres dos países que
fazem parte do Foro San Paulo, dizem representar os países integrantes da Unión
de Naciones Suramericanas – UNASUR (União das Nações Sul-Americanas –
Unasul) e ao chegaram ao Paraguay, dizendo
defender o processo democrático, não foram conversar com o chanceler paraguaio,
mas por orientação do chanceler brasileiro, Antonio Patriota, o grupo seguiu do aeroporto de Assunção para a residência
oficial de Lugo. O que por si só denota que o grupo tomou parte de um
dos lados no processo e visa assumir uma clara posição. Só faltou a presença do
ex-chanceler Celso Luiz Nunes Amorim e lá conduzir suas patacadas, ou melhor,
PTa-cadas
. O risco
agora é ele envolver nossos militares.

A realidade era naquele momento de que a efetiva
cassação só não ocorreria se o Senado desistisse de levar o processo de
impeachment adiante após a pressão do Foro San Pablo, pois Lugo tem uma forte
oposição na sociedade, exceto é claro dentro dos
grupos que promovem a oclocracia, assim como tem forte oposição na
Câmara e no Senado. E até mesmo de seu vice-presidente, Federico Franco, do
PLRA (Partido Liberal Radical Autentico), uma espécie de Partido Republicano no
Paraguay. Na Câmara, 76 deputados votaram a
favor do processo de impeachment. Apenas um apoiou Lugo e três se
abstiveram. Para passar no Senado, o impeachment foi aprovado por dois terços
dos parlamentares. A Casa tem 45 senadores, porém apenas três (todos de
partidos minoritários) apoiavam Lugo. As bancadas mais fortes são do Partido
Colorado (15) e do Partido Liberal (14).
Seguramente o Paraguay não é nenhum exemplo de
democracia, mas no Paraguay, isso através dos carperos e dos narcotraficantes
paraguaios e bolivianos se promove hoje a desestabilização da sociedade
brasileira, é através deles que temos hoje no Paraná a maior escalada da
violência, escalada esta jamais vista em nosso país, superando até mesmo indicadores de nosso pior regime de exceção que se
formou com a quartelada que muito denominam de "Proclamação da
República", quando tivemos centenas de milhares de mortes, uma
diáspora, que inclui até mesmo os mais dignos dos brasileiros que acompanharam
a Família Imperial, sem contar que foi também o mais longo período de exceção
que tivemos. E para entender esta questão é necessário voltarmos um pouco na
nossa história.
Para tal é importante conhecer a visão dos dois
lados:
O Republicano: http://www.comunidademaconica.com.br/artigos/6273.aspx
E o do Brasil Imperial: http://www.brasilimperial.org.br/
Este período de exceção, que se inicia com a
quartelada vai até o nosso segundo período de exceção, a Revolução de 30. E
ele, apesar de ser conhecido com nomes até encantadores, como "A República
Velha" ou "Primeira República" deve ser sim conhecido pelo pior
período que o Brasil passou em termos de falta de democracia, de arbitrariedades,
de corrupção, sendo superado somente após 1985 com o dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.
Este período pode ser dividido em dois períodos, denominados República da
Espada e República Oligárquica, e ele é fundamental para entendermos como as
nossas instituições foram sendo formadas, ou melhor deformadas.
Depois da quartelada foi-nos imposto um regime de
exceção, teve certo alento quando em 1891 o "Marechal" Deodoro foi
eleito presidente pelo colégio eleitoral, depois o Congresso tentou aprovar a
Lei de Responsabilidades, que reduzia os poderes do presidente, em resumo,
depois ocorre a dissolução do Congresso e é estado de sítio no país. E
assim o Brasil deslizou para um longo período de governos fracos, ditaduras e
crises constitucionais e econômicas. Tivemos assim inúmeras revoluções,
levantes e guerras civis, como a Revolução Federalista, Guerra de
Canudos, etc.
E para quem gosta de história e entender a
realidade brasileira e latino-americana atual quatro livros são essenciais:
Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano
A Volta do Idiota
Estes foram escritos por Plinio Mendoza, Carlos
Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa.
Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
Guia Politicamente Incorreto da América Latina
E estes escritos por Leandro Narloch e Duda
Teixeira, os quais figuram entre os dois livros mais vendidos no Brasil da
atualidade.
A partir deles e de tantos outros livros de
história de autores respeitados podemos entender porque na América Latina se tem
hoje o Foro San Pablo dominando importantes setores de nossa sociedade, não
apenas as Relações Exteriores, mas também o comércio internacional (UNASUR),
nos impondo uma atrofia na nossa industrialização, até o surgimento do 4º Setor
como um dos mais destacados, onde o tráfico de drogas, de veículos, de pessoas,
da bio-pirataria e de órgãos se impõe sobre nossa sociedade.
Desta triste realidade surge a ruptura que temos no
Brasil de hoje, entre os que nos governam e nós, os que são por eles
governados; dissolveu-se o elo entre os que detêm o poder e aqueles de onde
emana o poder; em resumo, os que estão em cima já não representam os que estão
em baixo! Na verdade, a atual classe política se apossou do Estado e o
transformou num consórcio dela, dirigido por ela e para ela mesma. É esta
realidade que se está agora sendo contestada pelo congresso paraguaio, pois o
que está em jogo lá é a defesa do direito de propriedade.
No que se refere a questão econômica, temos hoje
dois modelos, apesar do fato de que devemos fugir sempre de uma dicotomia, ao
menos serve para fins didáticos. A questão é que dois modelos econômicos
merecem destaque na América Latina, de um lado os países que formam um bloco
hegemônico, liderado pela Venezuela, e de outro o Chile e de certo modo,
seguindo este modelo, o Uruguai e a Costa Rica. Quando olhamos para esse bloco
hegemônico, que procura implantar na América Latina algo próximo ao domínio do
mal observado no Século XX, agora com a balda do “Socialismo do Século XXI”
encontramos o seu principal elo de ligação, o Foro San Pablo.
Não é sem razão que o Brasil lidera o número de
empresas com déficit crescente, onde temos 20 das 30 maiores perdas nos dois
últimos anos, temos entre as empresas mais lucrativas aquelas que são
exploradoras de commodities ou formadas pelos principais bancos que operam no
Brasil. O processo de concentração de empresas, com suas desonerações
seletivas, é seguramente similar a uma outra nação que nos anos 30 do século XX
se viu refém de inúmeros movimentos, de sua oclocracia, a serviço de um
partido, que então também se chamava PT - Partido dos Trabalhadores, este
formado pelo Carlos Henrique Gouveia de Mello de lá, um tal de Anton Drexler.
Infelizmente não nos damos conta das escolhas
erradas dos brasileiros. E aqui é importante que se entenda as questões entre o
Socialismo do Século XXI
que
sustenta hoje o PTismo e suas principais bases ideológicas: http://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/2006/10/socialismo-e-nazismo.html

Entre as que exploram commodities temos a
PETROBRAS, mas esta não é referencial, dificilmente daria prejuízo, pois há
artificialismo que penalizam o consumidor e o contribuinte. Não é o mercado que
avalia sua competência ou a permite a ela operar no mercado, o consumidor não
tem opção de escolha, quando muito acredita que há a escolha da bandeira. Quem
determina a escolha é o dirigismo estatal, uma herança que conjuga o que há de
pior na nossa história, o oportunismo e a defesa de privilégios, assegurada
pelos Marechais Manuel Deodoro da Fonseca e Floriano Vieira Peixoto – que nos
legaram o pior período de exceção, a maior diáspora – inclusive a de nossa
Família Real, o maior número de mortes em conflitos internos e a perda do rumo
da liberdade que somente nomes com o engenheiro e intelectual André Pinto
Rebouças . o jurista Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, o
engenheiro Alfred d’Escragnolle Taunay, o Visconde Taunay e o farmacêutico e
jornalista José Carlos do Patrocínio nos asseguraram durante o II Império - e o
“nacionalismo” de Getúlio Dorneles Vargas, Ernesto Geisel e Lulla, mas não se
limita a eles.
E é sempre necessário sabermos diferenciar
nacionalismo de patriotismo. Neste sentido o Rodrigo Constantino nos produziu
um excelente texto: "O perigo nacionalista"
www.institutoliberal.org.br/conteudo/download.asp?cdc=2639
Assim como é importante sabermos diferenciar o que
de fato nos poderia levar à verdadeira riqueza das nações.
“Sem liberdade individual não pode
haver civilização nem sólida riqueza; não pode haver moralidade e justiça; e
sem essas filhas do céu, não há nem pode haver brio, força e poder entre as
nações”
Seguindo este modelo, que os escritores Plinio
Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa muito bem descreveram em
seus dois best-sellers, o Brasil está a apresentar tudo o que há de ruim, mas
pautados pelo populismo e no Clientelismo político, já tivemos o “Reizinho”
personagem principal do clássico infanto-juvenil de Luiz Pazos, este um livro de leitura obrigatória para a juventude
PTista: O Reizinho Populista, agora assistimos uma administração
indecisa, muitas vezes voltada para administrar pelo espelho retrovisor, sem
contar que não inova, não cria, segue o mais do mesmo, mas agora a conjuntura
internacional não nos é mais favorável, agora as mentiras são facilmente
observadas. O grave é que retrocedemos a um patamar de industrialização similar
ao que o Brasil ocupava em 1956.
O que nos consola é olharmos para a Argentina e
para Venezuela e vermos situações piores que a nossa e que para muitos ainda
serve de referencial, não se dão conta que a doutrinação não os fazem pensar e
assim, quem sabe, utilizarem indicadores reais. Mas isso é o que o Congresso da
República del Paraguay, ou melhor, Tetã Paraguái, não deseja.
Em contrapartida, temos um país que também não é
vizinho do Paraguay, que não faz também divisa com o Brasil. Lá desponta a liberdade. O Chile continua a
liderar os indicadores de liberdade e outros tantos indicadores sociais e
baixos índices de corrupção, mas estes não nos servem de referenciais. Optamos
pela Vodka Orloff. Nossos economistas governamentais acreditam que a Argentina
ainda nos sirva de referencial.
Aplaudimos quando Cristina Elisabet Fernández de
Kirchner busca reviver a questão das Falkland Islands e entregar documentos ao
Sr. David William Donald Cameron nos corredores, atropelando a determinação do
povo que colonizou aquelas Ilhas. A Argentina mostra com isso que vive de seu
passado, no caso das “Malvinas” do período que teve certo domínio, isso de 1820
a 1833. Nem antes e nem depois soube colonizar e estender seu domínio sobre
elas.
Agora o destaque é pela cobiça, repetindo os erros
do General Leopoldo Fortunato Galtieri Castelli e Jorge Rafael Videla Redondo,
com sua pretensão sobre territórios chilenos, com os quais os argentinos também
empreenderam sua guerra pela soberania sobre três ilhas no Canal de Beagle
(Ilhas Picton, Lennox e Nueva).
Felizmente o que separa o Brasil da Argentina são
os rios Paraná e Uruguai e estes limites foram consolidados por D. Pedro II,
Duque de Caxias e pelo Barão do Rio Branco.
E o mais triste é que temos no Brasil segmentos de
nossa sociedade que não reconhecem a autodeterminação dos povos, não apenas no
caso dos paraguaios, mas também no caso dos kelpers, e desconsideram a
história. E este mesmo grupo agora começa a se movimentar para conceber a
defesa do bispo-garanhão, colocam a oclocracia
em curso, e bradam que falam nome da democracia.
Na Argentina a disputa atual é pelo petróleo, pois
desde a descoberta em 1998, os recursos petroleiros ampliaram as tensões entre
o Reino Unido e a Argentina. A questão com a guerra com o Chile também envolvia
o petróleo, assim como as reservas de urânio. Há 30 anos, o escritor
argentino Jorge Luis Borges, horrorizado com a guerra entre os dois países pela
posse do arquipélago, a comparou à disputa "entre dois calvos por um
pente".
Hoje operam na prospecção cinco empresas
encabeçadas por Rockhopper e Desire Petroleum, contudo, apenas Rockhopper
conseguiu identificar até o momento uma reserva de hidrocarboneto
significativa, no campo de Sea Lion, na bacia norte do arquipélago. A companhia
espera começar o desenvolvimento este ano para iniciar exploração comercial a
partir de 2016.
Segundo a Edison Investment Research a previsão de
produção em Sea Lion se aproxima em tamanho do maior campo do mar do Norte, já
que podem encontrar reservas de quase 8 bilhões de barris nessa zona. Para
efeito de comparação, as reservas comprovadas do Reino Unido (essencialmente no
mar do Norte), são atualmente de 3 bilhões de barris. E partindo da estimativa
de 8,3 bilhões de barris, os recursos petroleiros podem gerar 180 bilhões de
dólares em impostos ao governo local durante toda a exploração.
É de olho nesta riqueza que os argentinos estão de
olho, o que caracteriza e motiva a esquerda local. São desejosos em repetir
algo parecido com o que foi feito com a PETROBRAS pelo dono do Brasil, o Sr.
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.
Se o Brasil caminha a passos lentos, os argentinos
contam com vários setores da sociedade que de fato tentam destruir o país pelo
menos desde os anos de 1940 (e ainda não conseguiram), inclinação suicida que
entrou em ritmo frenético nos anos de Carlos Menem (1989-99) e nos dois
seguintes.
No campo político a melhor definição é o colapso, a
Argentina não se recuperou até hoje. E lá a oposição é ainda mais escassa que
no Brasil. O personalismo extremado, dramático e de estilo populista sobrevive
forte e isso em um país mais instruído que o Brasil.
Reestatizar a YPF seguramente é contraproducente, o
que seria correto é no Brasil também viéssemos a privatizar a PETROBRAS, ao
menos os estore em que atua e que não estão relacionados a um monopólio
natural, que é uma das poucas razões de se ter empresas estatais. O mesmo vale
para a Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a mexicana Pemex. Que sustentam os
governos venezuelanos e mexicanos e os afastam de uma verdadeira democracia e
de uma verdadeira economia de mercado. No caso da Argentina fica a pergunta: De
onde vai sair o dinheiro do investimento? Acaso será o modelo brasileiro que
lhes irá servir de referencial, assim asfixiando a iniciativa privada, matando
a galinha dos ovos de ouro? Ou seria o Venezuelano?
Os argentinos amargam hoje uma inflação superior a
25% ao ano, e este é o melhor processo que se tem para penalizar os mais
pobres, pois o imposto inflacionário lhes é cruel, já que as populações de
baixa renda não tem como se defender dele. Este era o caso do Brasil, bastou
reduzi-lo a níveis aceitáveis que o resultado logo apareceu. Foi o caso no
Brasil, muito embora seja dito o contrário.
"Só uma verdadeira e bem urdida Sociedade do
Privilégio consegue o prodígio de alijar a Economia de Mercado do sistema
político-partidário e nos impor candidatos a desancar o que chamam de "o
modelo neoliberal", cada qual propondo, em diferentes vestimentas, a
extensão de novos Privilégios e o crescimento do Estado." (Gustavo Franco
é economista da PUC-RJ e ex-presidente do Banco Central gfranco@palavra.com - www.gfranco.com.br) .
E o Chile, qual será a razão de não nos servir de
referencial?
Seguramente deve ser porque não sabemos fazer uso
de importantes indicadores, mas isso seria pedir demais aos nossos economistas
governamentais, estes são merecedores das críticas de Stephen Kanitz:
Kanitz muito bem definiu de economistas
governamentais. O genovês Guido Mantega se caracteriza muito bem como um deles,
de um lado por agradar a esquerda e por outro por se deixar convencer de que
Keynes seja a solução para a crise brasileira que já dá sinais claros de sua
presença e que será impiedosa com uma nação que deu sustentação aos gastos
indevidos sem realizar as reformas necessárias para solucionar seus entraves ao
desenvolvimento.
O artigo de Kanitz é de 1990, mas permanece cada
dia mais atual, pois hoje temos até mesmo na Presidência da República uma
figura que se caracteriza como tal.
Economistas governamentais, ainda dominam o cenário
político-econômico no Brasil, infelizmente. E qual a razão?
- São verbais.
São verbais, pois falam na mesma frequência dos
políticos e são, por isso, seus principais assessores. Empolgam os políticos
pelo discurso e pela visão utópica de que podem consertar o mundo de cima para
baixo. Eles encantam a todos que gostam da centralização excessiva do Estado,
foi assim com os trabalhistas brasileiros antes de 1964, depois com os militares,
principalmente depois da revolução dentro da revolução em 1969. Encantaram o
hoje dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, até chegar ao
dono da consciência dos brasileiros, o Sr. Luís Inácio da Silva e sua
terceirizada Dilma Vana Rousseff (Linhares).
Kanitz comentou que os economistas governamentais
tem uma visão lírica como a de um poeta, e foi justamente na gestão de um
presidente-poeta que os economistas governamentais mais influência tiveram. A
bem da verdade, os economistas governamentais erram em seus planos não por
sadismo, nem por ignorância, mas por incapacidade genética. São pessoas verbais
que dão ênfase ao efeito, não se dão conta que devemos atuar nas causas.
Um bom exemplo é a distribuição de renda, optam por
fazê-la com prioridade, mas não privilegiam o que de fato concorre para a
geração de emprego, riqueza e renda, como a educação fundamental e a liberdade
individual.
Muito menos levam em consideração o princípio da
subsidiariedade, eles não acreditam que cidadão tenha a capacidade de decisão.
Ainda mais por ser ela muitas vezes racional.
Os economistas governamentais, agora com Dilma Vana
e Pochmann tendem a ser românticos e de esquerda, a acreditar na autoridade da
palavra e nas soluções de cima para baixo. Os trabalhistas também o foram,
assim como os militares, principalmente após 1969, ou depois de 1969. Os
socialistas também o são, tanto os internacional-socialistas, quanto os
nacional-socialistas, com seus infindáveis discursos, ou como os nacional-socialistas
ou PTistas da atualidade, com a vocação para o palanque.
O Professor Kanitz conclui em seu artigo: “Apesar
de desprovidos das capacidades necessárias para comandar uma economia, dominam
nossas vidas.” O Professor Márcio Pochmann é um exemplo clássico, pois busca
subsidiar com estudos ideológicos a busca por mais e mais centralização .
Vale a
pena ler “Consumerism Is Keynesianism,” Freeman Online, December 9, 2010
.
Galbraith e suas justificativas para mais
Estado
Neste sentido necessitamos
receber dos economistas governamentais as respostas a três perguntas básicas:
1. Quais são as tarefas autênticas
do Estado para que ele possa ser eficaz nos seus resultados?
2. Em que nível, federal, estadual
ou municipal, devem ser realizado? E qual é o papel de cada poder?
3. Como controlar os gastos estatais
e impedir que eles se expandam continuamente e não sejam retirados ou desviados
os recursos que deveriam ser destinados aos bens e serviços públicos,
principalmente por políticos e sindicalistas?
“O Estado não deve, de forma alguma, fazer aquilo
que os cidadãos também não possam fazer. Isso é autoritarismo puro. Ao
contrário, só se pode atribuir ao Estado tarefas que os próprios cidadãos
possam cumprir, mas que não é desejável que as cumpram sozinhos (seja porque
isso sairia muito caro, seja porque não teriam forças para executá-las). O
Estado nada mais é do que o resultado da transferência de poder dos indivíduos
para uma entidade que os represente em suas próprias ações. E ninguém pode
transferir o que não tem.” (Marli Nogueira)
Bem, os indicadores estão disponíveis, estes nos
permitem relacionar a liberdade com os demais indicadores sociais:
1.
"Index of Economic Freedom World Rankings" The Heritage Foundation.
2.
"Economic Freedom of the World: Annual Report" do The Cato Institute.
3.
"Economic Freedom of the World: Annual Report" do Fraser Institute.
A correlação é simples, os países mais livres são
também os mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida.
E pelas notícias, continua a destruir. A Argentina
é um exemplo claro de como a sua “ideologia” leva uma nação à miséria e como
torna o povo dependente dos que estão no poder. É por isso que ela nos tem
servido de referencial. Lá foram incubadas as “melhores” práticas de um
dirigismo estatal, felizmente os nossos militares não enveredaram pelo mesmo
caminho dos argentinos.
No livro "A crise Argentina: os sofrimentos de
Carmencita" encontramos bons argumentos .
Este livro nos apresenta como a Argentina foi
levada para a miséria, isso depois de 70 anos de rápido e notável crescimento,
entre 1860 e 1930. Vieram então 70 anos de estagnação e caos. O país, que no
início do século XX era mais rico do que a França, a Itália e a Suécia, é agora
um país falido. E a "presidenta" Kirchner somente dá continuidade à
demagogia.
Essa transformação inacreditável nunca poderia ter
ocorrido sem Juan e Eva Perón, mais todos os erros cometidos pelo populismo,
nacionalismo, protecionismo e governos cada vez mais corruptos. Após décadas de
disputas distributivas destrutivas, inflação galopante, escândalos políticos
sem comparação e reformas fracassadas, a Argentina está atualmente numa
encruzilhada dramática.
O livro do professor Mauricio Rojas é uma resposta
contundente, simples e convincente às alegações de que a crise
econômico-financeira da Argentina teria sido causada pela utilização de uma
política ‘neoliberal’. O autor mostra de forma sintética e muito clara que, ao
contrário das alegações da esquerda, a crise argentina foi promovida,
alimentada e levada a consequências dramáticas pelo intervencionismo estatal
que tentou, durante muito tempo, sem êxito, substituir as forças espontâneas de
mercado. O intervencionismo foi de tal dimensão que acabou com a instituição do
Estado de direito, ignorando a história do próprio país que teve sua
prosperidade do passado graças às condições criadas pelo próprio Estado de
direito.
O livro foi traduzido por Cândido Mendes
Prunes e Francisco Beralli.
“Pior que tá não fica!” (Francisco
Everardo Oliveira Silva – Um dos pensadores que caracterizam o Brasil da
atualidade)
O que passou se deu no final da década de 50 do
século passado, a Argentina estava saindo de um período de exceção, Perón fora
forçado a deixar o país. Ele, por conta do populismo, governara desastrosamente
e destruíra por completo as bases econômicas da Argentina. Seu sucessor,
Eduardo Leonardi, não foi muito melhor. A nação estava pronta para novas ideias
e foi neste momento que um dos mais notáveis professores de economia foi
convidado para uma série de palestras. Mas os argentinos não fizeram a lição de
casa e a história está lhes sendo madrasta.
Lembrando o grande pensador brasileiro da
atualidade, compatível com a popularidade depositada ao presidente, o Sr.
Francisco Everardo Oliveira Silva, candidato eleito a Deputado Federal com o
número 2222 pelo Partido da República, por São Paulo, a Argentina conseguiu
desmenti-lo, e isso antes mesmo dele se lançar candidato e escolher sua frase
de efeito. Vale lembrar que o pensador “Francisco Everardo Oliveira Silva” é
emblemático, como bem nos lembra o genial Luciano Pires, pois ele caracteriza
muito bem os personagens de um de seus best-seller: Brasileiros pocotó.
Resta saber se o brasileiro está disposto a pensar
e fazer as lições necessárias. Acredito que não, Tiririca e Dilma se elegeram,
ele representa os artifícios de um partido que se caracteriza pela
irresponsabilidade, apostam no voto de protesto, mas que carrega votos para
outros candidatos do Partido da República, pois as regras eleitorais são
desconhecidas dos brasileiros, quanto a ela ...
....
Quanto ao Partido da República, vale lembrar que
eles defendem o sufrágio livre e secreto, devendo a lei propiciar a todos os
candidatos a possibilidade de comunicação de suas ideias, observada as
disposições partidárias, com o que concordo. E também concordo que a lei deve
punir severamente o abuso do poder econômico nas campanhas eleitorais, e a
fraude nas apurações. Porém outros candidatos do PR serão eleitos sem que
tenham sido votados, defendido e comunicado suas ideias, o que ocorre devido as
regras eleitorais que levam ao congresso representantes que de fato não
representam uniformemente os brasileiros, já que não possuímos coeficiente
eleitoral que assegure que todos sejam iguais na hora de votar, como é o caso
dos paulistas, os quais são cidadãos de segunda categoria na hora de votar.
Mas este é um tema para outros
debates. E quem quiser se alongar sobre a Argentina valem as considerações
abaixo.
Mas retornando ao Paraguay, lá tentam agora colocar
a oclocracia a serviço do Foro San Pablo, inclusive contra interesses de muitos
brasileiros que para lá foram e se tornaram prósperos agricultores, que assim
estão também a movimentar parcela significativa da economia paraguaia. E este é
um erro que corre no Paraguay, ainda mais se a crise chegar lá com maior
intensidade.
Mas o mais grave, e isso em
termos de tráfico de drogas, é no Paraguay onde se está produzindo a craconha,
criptonita ou zirre, que é a forma mais bombástica de se levar os jovens ao
consumo do crack ou cocaína. Assim podemos relacionar a Marcha da Maconha, seus
organizadores, e ingênuos defensores, com os interesses do Foro San Pablo.
“Drogas – Um debate sem respostas”
Mas o que vem a ser a tal oclocracia e porque
devemos temê-la?
Mas o que é o Foro San Pablo e porque devemos
temê-lo?
Se acaso você achou que estou
fazendo elucubrações fantasiosas, que estou defendendo posicionamentos de uma
direita radical, ou pensou em me ofender ou de alguma forma me
desqualificar, então, se assim for, me responda a algumas perguntas, pois
aguardo as respostas. Antes porém considere o seguinte:
Não é sem razão que temos hoje uma das sociedades
mais violentas do mundo:
a)
Cada 5
minutos uma mulher é violentada no Brasil
, muitas
são mortas
. E o
Brasil somente tomou decisões acertadas sobre a questão quando o tema foi
levado a fóruns internacionais.


c) A Costa Leste do Paraná é hoje
uma das regiões mais violentas do mundo, onde se observa um dos mais elevados
IHA
;

f) O custo
da violência supera 5% de nosso PIB, isso segundo estudos desatualizados
realizados pelo IPEA, o Banco Mundial estima em 7,5%, eu estimo em mais de 10%
e apresento as razões
.

Perguntas a serem respondidas:
1. Qual o volume de cocaína e crack
produzido hoje na Colômbia, em especial pelas milícias dos paramilitares
ligadas ao ex-Governo Uribe e pelas FARCs?
2. Qual a produção de cocaína e
crack produzida na Bolívia?
3. Qual a produção de cocaína
produzida no Peru e no Equador?
4. O que efetivamente estes países
(Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru e Equador) estão fazendo para
erradicar o arbusto Erythroxylum coca Lamarck de seu território?
5. Em quais países a Erythroxylum
coca Lamarck pode ser cultivada legalmente?
6. E nestes o que é feito de efetivo
para impedir a produção de pasta e refino da coca?
7. Qual a quantidade desta droga,
incluindo também a pasta que vem da Bolívia, entra no Brasil e é aqui
processada e consumida?
8. Coo esta droga está entrando no
Brasil?
9. Qual o número de mortes imputadas
à cocaína e ao crack no Brasil?
10.
E destas,
qual o número de menores?
11.
E destas,
qual o número de negros e demais afrodescendentes?
12.
E destas,
qual é o número de adolescentes grávidas?
13.
E qual o
número de pessoas que estão em tratamento médico no Brasil? Incluindo os filhos
de mães dependentes?
14.
E destas
sob tratamento na área de saúde pública?
15.
Qual o
gasto público com o tráfico de drogas, em especial junto à justiça e a polícia
judiciária (Policia Federal e nos estados as Polícias Civis e
Técnico-científicas ou Técnicas), junto à área de saúde e na área da prevenção
ao crime (Polícia Rodoviária Federal e as estaduais, Polícias Militares e
Brigada Militar)?
16.
Qual a
justificativa da presença norte-americana na Colômbia? E qual o poderio militar
deste país presente naquele país?
17.
Qual a
justificativa da presença de militares cubanos na Venezuela?
18.
Qual a
justificativa da presença de pessoas das FARC em acampamentos e assentamentos
do MST no Brasil e no Paraguay?
19.
Qual o
poder de armamentos nas mãos de milícias bolivarianas e por que pessoas
identificadas com a repressão cubana estão hoje assessorando o Governo de
Chávez?
20.
Qual a
razão da produção do arbusto Erythroxylum coca Lamarck ter aumentado
exponencialmente após o atual presidente Juan Evo Morales Ayma da Bolívia,
conhecido como índio cocalero, ter sido eleito, inclusive com apoio ostensivo
por parte de nossas autoridades?
21.
Dentre os
seguintes países, quais possuem entidades que participam do Foro San Pablo,
incluindo as entidades ilegais em seus respectivos países: Brasil, Uruguay,
Paraguay, Argentina, Nicaragua, Honduras, El Salvador, Colômbia, Venezuela,
Equador, Bolívia, Peru, Barbados, Cuba, Chile, Costa Rica, República
Dominicana, Guatemala, México, Porto Rico, Estados Unidos, Canadá e Equador?
22.
Dentre as
seguintes entidades, legais ou ilegais em seus respectivos países, quais delas
fazem ou fizeram parte do Secretariado Permanente do FSP - Foro San Pablo:
Partido dos Trabalhadores; FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia –
Ejército del Pueblo); Izquierda Unida (Peru); Frente Farabundo Martí de
Libertação Nacional (El Salvador); Frente Sandinista de Libertação Nacional
(Nicarágua); Partido Comunista de Cuba; Frente Ampla do Uruguai; Partido da
Revolução Democrática (México); Movimiento Lavalás (Haiti); Movimiento Bolivia
Libre e MST (Movimento dos Sem-Terra - Brasil)?
23.
Quais são
as principais ações que o Brasil está tomando, no campo das Relações Exteriores
e da Defesa (Exército, Marinha e Aeronáutica) para coibir o tráfico de drogas e
a presença de traficantes dos países produtores atuando no Brasil?
24.
Quais as
principais ações que o Brasil está tomando, no campo da Polícia Judiciária (da
Polícia Federal e das Polícias Civis e Técnico-científicas estaduais) nos
estados de fronteira?
25.
Qual é o
número de brasileiros presos no exterior devido ao tráfico de drogas como a
cocaína e o crack? E quais são as restrições impostas aos brasileiros devido os
precedentes nesta questão das drogas?
26.
E
internamente, quais são as principais ações desenvolvidas pelas polícias
judiciárias (Polícia Federal, Policia Civil e Polícia Técnico-científica), que
são responsáveis pelos primeiros passos da justiça, e pelas Polícias e Brigadas
Militares, Polícias Rodoviárias Federal e Estaduais, que, entre outras
atribuições, são responsáveis subsidiariamente à iniciativa privada e ao
cidadão na prevenção aos crimes e pela preservação da ordem pública
através de serviços de policiamento ostensivo e preventivo, frente ao tráfico
de drogas e sua distribuição?
27.
Qual a
razão do judiciário ou da polícia judiciária, não possuir instalações apropriadas
para a incineração de drogas, assim dependendo de favores de empresários do
setor de cimento ou petroquímico, entre outros?
28.
Qual a
quantidade incinerada de drogas no Brasil?
29.
Qual a
razão da presidente Dilma Vana Russeff ( Linhares) e os principais membros de
seu partido, o PT - Partido dos Trabalhadores, evitarem de falar sobre o Foro
San Pablo e as ligações com membros e seus parentes incorporados ao
funcionalismo público brasileiro, principalmente durante as campanhas
políticas?
30.
Qual a
razão de jornalistas e a mídia noticiarem o envolvimento de membros do PT e das
FARC, dentro e fora do Foro San Pablo e estes não serem denunciados, darem ao
PT "Direito de Resposta", ou ainda o PT ou seus membros virem a
público esclarecendo os fatos denunciados?
31.
Qual a
razão de somente a Revista Veja ter sido judicialmente penalizada por emitir
uma opinião sobre as relações do PT com as FARCs, uma vez que as denúncias
foram e estão sendo apresentadas por diversos meios em nossa imprensa?
32.
Qual a
razão do PT e de seus membros somente mencionarem que trata-se de uma imprensa
"PIG" ou de denuncismo sem provas? Acaso o respeito ao eleitor não
exige um esclarecimento público, já que as denúncias são recorrentes e
apresentam o envolvimento ou a ação de membros ou entidades ligadas ao PT ?
33.
Quais são
as ações educativas, e de esclarecimento aos pais, desenvolvidas nacionalmente,
e nos Estados, visando a prevenção ao uso de drogas, com destaque ao uso da
cocaína e do crack?
34.
Quais são
as ações desenvolvidas junto a gestores educacionais e aos professores
desenvolvidas nacionalmente, e nos Estados, visando a prevenção ao uso de
drogas, com destaque ao uso da cocaína e do crack?
35.
Qual o percentual de maconha apreendida que contém percentuais de crack
na sua composição, estes chamados de craconha, ziré ou desirée?
36.
Qual a
razão do atual governo quanto ao financiamento da rodovia Trans-cocalera com
recursos do BNDES, cito a estrada, que ligará os Departamentos (províncias) de
Cochabamba e Santa Cruz. Uma estrada que não apenas expõe os conflitos internos
da Bolívia, principalmente por atravessar o Território Indígena Parque Nacional
Isiboro Sécure (Tipnis), uma reserva de 1,091 milhão de hectares onde vivem
entre 10 mil e 12 mil nativos dos povos moxeño, yurakaré e chimane, mas
principalmente pelo fato de facilitar a logística interna de distribuição de
cocaína e seus similares para o Paraguay e principalmente o Brasil. Será uma
estrada que fará jus ao nome “Trans-cocalera”.
Mas, e os brasileiros? E os estrangeiros que aqui
residem ou nos visitam? Como será até a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016?
Será de fato a cocaína a principal atração entre os espetáculos durante a Copa
e entre as competições durante as Olimpíadas?
E o que vemos, uma igreja formada pelos teólogos de
corte, como bem nos lembra o Padre Paulo Ricardo Azevedo Jr., na maioria das
vezes referendando esta ideologia que está a produzir tanto mal: http://www.youtube.com/watch?v=eDi-IC0VZJo
Mas isso já foi alertado há mais de duas décadas,
como bem nos escreveu o Embaixador José Osvaldo de Meira Penna:
Leia também:
Mas faltam as respostas a uma infinidade de
perguntas, entre elas destaco apenas algumas:
Tivemos a explosão da violência a partir de 2006/7,
quando saltamos de 50 mil mortes por ano para mais de 150 mil mortes devido a
violência em 2009. Em 2010 subiu para mais de 180 mil mortes. E os números
agora fecham algo próximo a 195 mil mortes para 2011. Muito temos a “agradecer”
a um dos principais membros do Foro San Pablo: o cocalero, como é conhecido
internacionalmente Juan Evo Morales Ayma e com ele o bispo-garanhão, o que
agora estão a defender.
Tivemos e temos toda uma polêmica sobre os
relacionamentos entre o PT - Partido dos Trabalhadores e as FARC - Fuerzas
Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo, principalmente através
do chamado Foro San Pablo, cujas entidades foram fundadoras juntamente com os
governos ditatoriais cubano e "bolivariano" da Venezuela. Igualmente
temos uma questão no mínimo estranha, o apoio dado ao presidente cocalero da
Bolívia, mesmo ele saqueando propriedades de brasileiros ou não respeitando
contratos com empresas brasileiras, não é de se estranhar a forma com que as
drogas encontraram espaço no Brasil, de Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, em
todas as camadas sociais. Ficam as perguntas que merecem ser respondidas, não
se limitando a presidente a responder o que faz nos efeitos - quando cita a
questão somente se limita aos viciados, mas nas causas que levam a se viciar ou
de fato limitar, com o uso do poder coercitivo do Estado, a entrada de tanta
droga no Brasil.
São perguntas que entendo como necessárias a serem
respondidas. E isso em um cenário - embora com números não atualizados - onde o
narcotráfico é responsável, ou está associado a ele, por mais de 50% das
ocorrências policiais em muitas cidades brasileiras. Dos presos que ocupam as
penitenciarias por diversos crimes também mais de 50% estão envolvidos com
drogas, quer como usuários ou traficantes. Sem contar que nos presídios e
cadeias públicas a visita íntima, somada a favores sexuais a
"companheiros de cela", é uma das formas principais de pagamento.
Dos crimes praticados por menores já apenados
(internados) em instituições do tipo "FEBEM", Fundação Casa, etc., o
número já era assustador, mais de 70% estão envolvidos com o consumo de drogas
e com distribuição de coca e maconha e consumo de bebida alcoólica.
Neste cenário de uma tragédia nacional, as drogas
seguramente são responsáveis pela desagregação da juventude, com forte impacto
na evasão escolar.
Estima-se que há no Brasil mais
de 15 milhões de consumidores de droga nas idades entre 13 anos e 25 anos, este
número deve saltar para mais de 25 milhões até 2016, quando se encerra as
Olimpíadas, os quais para manterem seu vício necessitam delinquir ou se
prostituir, quando não são alvo de homicídios, por falta de pagamento. Tempos
por conta disso o mais elevado IHA do mundo, perdendo apenas para as regiões de
fronteira no México. E vale lembrar que é este o futuro que nos
reserva. E este número não se restringe mais em áreas restritas em
grandes centros, mas em toda pequena cidade, em regiões distantes. Somente
determinados como usuários de Crack são mais de 5 milhões de brasileirinhos e
brasileiros, são seres humanos que em terão uma expectativa de vida média de no
máximo 10 anos. E temos uma estimativa de mais de quatro milhões de usuários de
cocaína. É mais que uma epidemia, é uma pandemia.
Recentes estimativas feitas a partir de informações
sobre o consumo de drogas, especificamente cocaína e crack, trazem dados
alarmantes sobre os valores envolvidos no tráfico. Estima-se que o faturamento
anual da venda no varejo de cocaína e crack somente no Rio de Janeiro e São
Paulo movimentem uma faixa de R$ 700 milhões a 1 bilhão de Reais. E vale
lembrar que estas duas drogas, dada a maior oferta, tiveram uma queda de preço
em torno de 50 vezes, o que ilustra bem a relação entre a oferta e a procura,
já que em um cenário onde as autoridades mencionam que há maior policiamento o
preço, face a repressão, deveria subir, tal qual ocorreu com as bebidas
alcoólicas nos Estados Unidos durante a lei seca. O faturamento anual mundial
está próximo de US$ 600 bilhões, o que supera o comércio de petróleo e perde
somente para a indústria de armamentos.
O mercado de drogas não é o único
ilegal em uma grande cidade, mas ele é tipicamente o mais associado à violência
urbana. E não
podemos desconsiderar que tráfico de drogas é um crime federal, de atribuição
da Polícia Federal, mas que é assumido pelos Estados por convênios, omissão ou
incompetência mesmo.
Os custos sociais dessa violência são de grande
magnitude e vão bem além dos custos diretos com a segurança. As áreas violentas
expulsam negócios bem sucedidos, levando-os à falência ou forçando o seu deslocamento
para locais mais seguros, afugentando assim os empregos nas atividades formais
mais bem sucedidas.
Um jovem viciado em droga, caso fossem aplicados
recursos públicos em entidades privadas de recuperação, como as vinculadas a
entidades confessionais custam mensalmente em torno de 2 a 3 mil Reais, em
entidades públicas, como desejam os PTistas, desejosos de maior presença do
Estado em todos setores e na vida do cidadão, o valor sobe para mais de 5 mil
Reais, razão dos R$ 4 bilhões estimados pela presidente Dilma. É mais uma forma
de se promover a emPTização e o nePTismo.
Se formos coniventes com a violência, devemos
refletir sobre esta questão e as questões apresentadas acima, pois ela
dificulta que o Estado forneça bens e serviços públicos que a população de fato
necessita, saúde pública em especial.
E a propósito: Quem
pagará a conta das despesas dos chanceleres dos países do Foro San Pablo agora
presentes e interferindo em assuntos internos do Paraguay?
Qual a razão deles não fazerem o mesmo em relação à
Síria?
Abraços,
Gerhard
Erich Boehme
Skype: gerhardboehme
Caixa Postal 15019
80530-970 Curitiba PR
"Prefiro a fantasia individual [de um liberal]
ante a ilusão coletiva [de um socialista], pois esta irá se impor [ao sabor de
uma oclocracia] e limitar, não apenas a possibilidade d’eu concretizar minhas
fantasias através de minha criatividade e dos meus dons, estudos, esforços e
talentos, etc., como também irá retirar de mim a liberdade, a vida e o
patrimônio e desenvolverá ações contra nós todos, pois não há a defesa da
responsabilidade individual, da valorização do mérito e da observação do
princípio da subsidiariedade, do estado de direito, da defesa do direito de propriedade
e da democracia [fundamentais para uma nação se desenvolver assegurando uma
melhor qualidade de vida a todos]." (Gerhard Erich Boehme).
Considerações sobre a Argentina.
Comparando com seu vizinho Chile, a Argentina ao
contrário ruma em direção oposta, e o que é pior, seguida pelo Brasil.
A Argentina tem conseguido a proeza de levar
miséria todo o seu povo, enquanto o Chile segue outra rota, no sentido
contrário. Mas não podemos esquecer o efeito Orloff: Em matéria de política, há
quem diga que a Argentina está sempre um passo à frente do Brasil. Muitos se
utilizam até do slogan de uma marca de vodca para brincar com o fenômeno: “Eu sou você amanhã…”
Alan Beattie, em seu livro “Falsa economia - Uma
surpreendente história econômica do mundo”, ele que é um dos mais conceituados
jornalistas econômicos da atualidade, afirma que o mundo tem reproduzido uma
falácia de pensamento – uma falsa economia – ao considerar que o estágio de
desenvolvimento de um país é inevitável, a ponto de ele estar predestinado a
ser pobre ou rico.
Para o autor, “a história não é determinada pelo
destino, pela religião, pela geologia, pela hidrologia ou pela cultura
nacional.
É determinada pelas pessoas”. Para comprovar sua
tese, apresenta nove variáveis relevantes para o desenvolvimento de uma nação,
demonstrando-as em casos emblemáticos, como os de Argentina e Estados Unidos.
No século XIX os dois países estavam entre as dez maiores economias do mundo,
mas diferentes decisões fizeram com que trilhassem caminhos opostos. Uma tese
ousada e que vai fazer você mudar a forma de ver a história econômica do mundo.
A Argentina nunca foi o melhor dos mundos, ainda
mais para nós brasileiros, mas infelizmente não aprendemos com ela, continuamos
a repetir os seus erros, mesmo nós tendo um Edson Arantes do Nascimento que foi
preciso na sua frase, só não conseguimos a façanha de eleger a mulher do
presidente, bem aí seria demais, já chega as medalhas da Ordem de Rio Branco que
a Sra. Marisa Letícia, e as mulheres do vice José Alencar, Mariza Gomes da
Silva; e do chanceler Celso Amorim, Ana Amorim receberam. Foi lá que começou
esta questão de “estudanta” e de “presidenta”.
A Argentina não conheceu a estabilidade econômica e
o desenvolvimento que a monarquia nos proporcionou, tivemos 67 anos de
estabilidade política e econômica, uma única Constituição, uma das mais
avançadas de sua época, e caminhávamos passo a passo com as economias mais
fortes e desenvolvidas do mundo, tínhamos na época Rebouças, Taunay e Nabuco
como elementos de um triângulo que compunha as possibilidades da estruturação
do Estado Brasileiro, da "construção do Brasil" e da consolidação do
III Império com a Princesa Isabel. Seria a oportunidade de consolidarmos
a liberdade e avançarmos, sem divisões artificias.
Mas seguimos os passos da Argentina: Em 120 e
tantos anos de República, quais foram as nossas vitórias? Vamos aos seguintes
pontos, na estabilidade política, até 1988 não tínhamos conseguido isso, tivemos
em 110 anos, 9 golpes de estado, 13 ordenamentos constitucionais, 4 assembleias
constituintes, 10 repúblicas, o Congresso, em nome da Liberdade, foi fechado 6
vezes, inclusive pelo primeiro Presidente, Marechal Deodoro da Fonseca. Se
observássemos a lei, teríamos também, face ao Mensalão e tantos outros
escândalos, mais um Impeachment. Optamos por nos subjugar internamente ao dono
do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa e externamente aos
ditames do Foro San Pablo, com a polêmica participação das FARC - Fuerzas
Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo.
E agora submetendo a nossa juventude a uma perversa
subjugação: às drogas.
Caminhamos para o quarto, já tivemos três grandes
períodos de exceção, pelo número de mortes, o pior deles se deu após a
quartelada que muitos chamam de “Proclamação da República”, depois durante o
Estado Novo, no qual tivemos os paulistas lutando pela liberdade com a
Revolução Constitucionalista de 32, e por fim o Regime Militar, que nos livrou
de um conflito entre uma direita aparelhada, comandada por Adhemar de Barros e
Carlos Lacerda, ambos também cassados, e uma esquerda financiada e treinada
internacionalmente, ambas querendo nos subjugar. Hoje vemos o Brasil sendo
administrado com base no espelho retrovisor, ou melhor, lembrando um genial
brasileiro, com a Lanterna na Popa. Prevalece o clientelismo político e a
sindicalização do Estado, com seu capitalismo de comparsas, intervencionista e
sem mercado, e o socialismo de privilegiados, promovendo a escravização do
cidadão, seja através de uma abusiva tributação ou de um endividamento
crescente.
Voltando à Argentina, na passagem do século XIX
para o século XX, ela era o país economicamente mais estável da América Latina.
Depois da longa ditadura do caudilho Juan Manuel Rosas (1829-52), a República
Argentina organizara-se como um Estado Liberal, mas os argentinos não souberam
colocá-lo em prática, não souberam privilegiar o princípio da subsidiariedade,
como fizeram os norte-americanos.
O poder era exercido com base em um grande pacto
nacional, predominavam os ricos senhores de estâncias, membros dos setores
comerciais e financeiros, estreitamente ligados ao mercado internacional
controlado pela Inglaterra. O volume de exportações crescia de ano para ano.
Sem a liberdade aos empreendedores e sem uma visão estratégica, sobrou a
“vocação agrária” da Argentina, aumentavam as exportações de carne, couro,
cereais e frutas secas e, na mesma medida, as importações de maquinofaturados
ingleses. A economia Argentina dependia fundamentalmente da exportação de
commodities, que são concentradoras de riqueza e renda, tal qual ocorre com o
Brasil da atualidade, com políticas públicas equivocadas, exportamos emprego e
commodities e importamos produtos com valor agregado.
Mesmo assim, nessas condições, o país conheceu um
surto modernizador com a expansão da rede ferroviária e das comunicações,
logicamente, para atender aos setores ligados ao mercado externo.
Foi neste momento que os argentinos subiram no
pedestal, de onde não saíram, não é à toa que um de seus líderes é um cheirador
tatuado com Che Guevara ou El Che .. Ela já foi orgulhosa de ser o país
mais europeu de toda a América, na Argentina se reproduzia nos mínimos detalhes
os padrões culturais do Velho Mundo.
Nessa época teve início o desenvolvimento da
indústria Argentina, especialmente no setor de alimentos (frigoríficos, por
exemplo), o que não contrariava os interesses do setor explorador quanto à
condução da política tarifária, pois também estava ligada ao comércio
internacional. A indústria de bens de consumo duráveis viria a se desenvolver
na década de 1910, com a participação de capitais norte-americanos e do capital
marginal interno, mesmo com as reservas dos setores tradicionais ligados à
exportação e importação. A Primeira Guerra Mundial, a exemplo de outros países
da América Latina, como o Brasil do tempo de Francesco Matarazzo e suas IRFM,
permitiria um grande surto industrial na Argentina. Com isso cresceria o
operariado urbano.
Politicamente, o Estado argentino era liberal na
forma e oligárquico no seu funcionamento, sujeito inclusive às dissidências
dentro do bloco de poder e, consequentemente, a sucessivas crises.
Mas em vez de consolidar, a exemplo dos Estados
Unidos, Canadá e Austrália, a política liberal, os argentinos optaram
pelo radicalismo: uma experiência populista. O Brasil seguiu a Argentina em
1930.
Vale lembrar que o populismo é uma forma de
governar em que o governante utiliza de vários recursos para obter apoio
popular, principalmente a mentira. O populista utiliza uma linguagem simples e
popular, usa e abusa da propaganda pessoal, afirma não ser igual aos outros
políticos, toma medidas autoritárias, não respeita os partidos políticos e instituições
democráticas, diz que é capaz de resolver todos os problemas e possui um
comportamento bem carismático. É muito comum encontrarmos governos populistas
em países com grandes diferenças sociais e presença de pobreza e miséria.
Mazelas que dizem ter eliminado.
Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, adotou o
populismo como uma das características de seu governo. Apelidado de "pai
do pobres", promoveu seu governo com manifestações e discursos populares,
principalmente no Dia do Trabalho (1º de maio). Não respeitou a liberdade de
expressão e a democracia no país. Usou a propaganda para divulgar suas ações de
governo.
Felizmente a nossa realidade atual é bem diferente
disso, hoje temos as reformas que o Brasil necessitava sendo realizadas e o
parlamentarismo efetivamente implementado. Ou não?
Infelizmente não, temos o populismo calcado em um
sistema mais sofisticado de hegemonia em que o dominado não se sente dominado.
Usa-se com volúpia instrumentos de publicidade e boas articulações com os meios
de comunicações.
Voltando à Argentina, em 1916 é eleito Hipólito
Irigoyen. Com Irigoyen tem início a adoção de algumas práticas de manipulação
de massas, que, décadas mais tarde, tomará o nome de populismo. O líder
radical, agora no poder, ao mesmo tempo que não avançava no sentido de
transformações mais profundas na ordem econômica e social da Argentina,
procuravam em vez de investir em educação e assumir responsabilidades, como a
de cortar gastos públicos, passaram a conceder privilégios a sua base social de
apoio. Adotam, por exemplo, a instituição do salário mínimo e outras pequenas
vantagens que favoreciam o operariado.
Contraditoriamente, ao mesmo tempo que mantinha
intacta a grande propriedade e os interesses da minoria abastada, longe de
terem políticas públicas que viessem a dar liberdade e responsabilidades à
classe média em formação. Deixando a Presidência seis anos depois, garantindo a
eleição de um partidário, Irigoyen elege-se novamente em 1928. A crise de 1929
viria arruinar a economia Argentina, impossibilitando a satisfação dos
interesses, mínimos que fossem, das massas urbanas.
Depois de Hipólito Irigoyen em 6 de setembro de
1930, pela sua posição nitidamente ante-norte-americana, vista a estreita
relação entre Argentina e Inglaterra, Irigoyen é derrubado pela aliança
burguesia industrial e Exército, apoiada pelos Estados Unidos.
Terminava então a primeira tentativa democrática de
toda a América Latina. Por outro lado, iniciava-se o processo de sucessivas
intervenções militares na política argentina.
Em 1943 caiu Ramón Castilho, que em 1940 – com o
apoio do Exército – havia afastado Roberto Ortiz, um presidente legalmente
eleito em 1937, deposto pelo Grupo de Oficiales Unidos (GOU). Desse grupo fazia
parte o coronel Juan Domingo Perón, que no governo militar que se instalou
ocupava o cargo de Secretário do Trabalho e Presidência, além de acumular a
Vice-Presidência e o Ministério da Guerra.
Perón comandou a política Argentina de 4 de junho
de 1946 a 21 de setembro de 1955, com seus dois primeiros mandatos,
depois esteve à frente de 12 de outubro de 1973 a 1 de julho de 1974, sendo
sucedido por Isabelita Perón.
Em 1940 entra em cena a “República Sindicalista”,
no Brasil ela veio sessenta anos depois, e a Argentina mergulha cada dia mais e
mais no caos. Como Secretário do Trabalho, Perón tornou-se a verdadeira
eminência parda do regime. Voltando-se para o operariado urbano, criou a
Confederação Geral do Trabalho (CGT), abertamente controlada pela sua
Secretaria. As lideranças sindicais foram atraídas, inclusive pela corrupção,
além da grande massa de trabalhadores não sindicalizados. Sob a tutela do
Estado a classe operária se organizava longe da influência liberal ou mesmo de
socialistas e comunistas, ou de lideranças estranhas à CGT, duramente
reprimidas diante de qualquer reação à política de Perón.
Em vez de se concentrar em como gerar emprego,
riqueza e renda, o tema passou a ser a distribuição, criando novos sindicatos,
oferecendo melhores condições de trabalho e salários mais altos – estes eram
possíveis pelo aumento das exportações argentinas –, como parte de uma avançada
legislação trabalhista e previdenciária, na qual se incluía a arbitragem
estatal favorável ao operariado, Perón tornou-se a figura mais importante da
República Argentina. Serviu de modelo para o segundo mandato de Vargas, sem
Evita ou Isabelita.
Em outubro de 1945, temendo o crescimento da
popularidade do então presidente, um golpe militar apoiado pelas elites
tradicionais e pelos Estados Unidos derruba Perón. A ação dos militares
peronistas, a revolta das massas operárias, dos descamisados, organizada pela
CGT e por Evita, ocupando as ruas e decretando a greve geral, levou Perón de
volta ao poder. Em 17 de outubro de 1945, ao recuperar suas antigas funções,
Juan Domingos Perón passar a ser o homem mais forte de toda a Argentina.
Nas eleições de 1946, Perón surge como candidato
apoiado pelas massas trabalhadoras urbanas e rurais, pela Igreja e por amplos
setores do bloco militar. Neste pleito, registrou-se a primeira vitória
esmagadora do peronismo: todos os senadores da República eram peronistas; da
mesma forma quase todos os deputados federais e os governadores de províncias.
As massas elegeram aquele que acreditavam ser o seu único benfeitor.
De 1946 a 1951, o peronismo foi o elemento marcante
na política argentina. Neste período Vargas nos governou de novembro de 1930
até outubro de 1945 e de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se
suicidou. Não deixou nem Evita e muito menos Isabelita.
O Estado passa a intervir diretamente na economia,
monopolizando o comércio externo e desenvolvendo uma política de
nacionalização: ferrovias, comunicações, gás e transportes urbanos. Em vez de
estimular a concorrência, privilegiando o consumidor, optou por criar estatais
e acomodar parceiros e apoiadores políticos, soube leiloar o Estado. As
reservas monetárias são empregadas na indústria de base e no aparelhamento da
indústria leve.
No primeiro momento a Argentina vive uma época de
prosperidade geral: isso permite a manutenção dos preços baixos, com a ajuda
governamental e, ao mesmo tempo, dos altos salários. Segundo Perón, “esta é a
justiça social”, daí o justicialismo, outra denominação dada ao peronismo. O
culto à personalidade, parte da propaganda de massa, o paternalismo e o
autoritarismo tornam-se as grandes características do populismo peronista. O
autoritarismo é o outro lado da moeda: o Estado generoso faz as concessões e as
massas subordinadas e submissas devem esperar por elas.
Em 1951, Perón é reeleito presidente com outra
estrondosa vitória. Contudo os efeitos da irresponsabilidade se fazem
presentes, os tempos são outros, pois as exportações começam a diminuir em
virtude da concorrência internacional, para a qual não se prepararam e
internamente, não se acumulou o capital necessário para a arrancada da
industrialização, ao mesmo tempo que aumentou a presença do capital
norte-americano, esmagando qualquer possibilidade de crescimento interno.
Podemos dizer então, o que entendo como redundante, o populismo irresponsável.
A economia sem controle começou a conhecer a inflação galopante, os salários
foram congelados e a onda de desemprego começou a afetar o operariado. A morte
de Evita Perón (1952) – a eterna Secretária do Trabalho e a verdadeira “alma”
do peronismo –, o agravamento da crise econômica e social, impedindo
continuidade da política de equilíbrio das forças sociais, típica do populismo,
enfraqueceram o peronismo. A Igreja rompe com o governo, as Forças Armadas se
dividem e surge a primeira oposição organizada a Perón. A partir de 1953,
inúmeros golpes debilitam a máquina de Estado controlada pelo presidente. Em
setembro de 1955, um novo golpe militar, a partir de Córdoba, derruba Juan
Domingos Perón, que passa a viver no exílio.
Entre 1930 e 1955 a Argentina conheceu mais de dez
tentativas de golpes militares. Contudo, outras cinco intervenções militares na
política argentina resultaram na derrubada de governantes, inclusive, a de
Perón, em 1955.
O fantasma da esquerdização do movimento operário
argentino e a ameaça de revigoramento do peronismo, além da impossibilidade de
superação dos graves problemas que abalaram a economia nas últimas décadas,
trouxeram os militares para a cena política, em caráter permanente.
De 1962, quando foi deposto Arturo Frondizi, por
permitir a participação de peronistas nas eleições do ano, até 1983, quando a
Argentina se redemocratizou com a vitória de Raul Afonsín, o país conheceu nove
golpes militares. No Brasil tivemos a contrarrevolução de 1964 e dentro dela,
em 1969 a revolução dentro da Revolução.
Perón colocou literalmente a Argentina rumo à
miséria. Em vez de se concentrarem na educação e criar uma infraestrutura
adequada à liberdade e competitividade do país, optaram pelo bem-estar social
penalizando o contribuinte, também acertaram em muitas ações, como o
investimento na área da saúde. Mas o grande erro foi afastar os investimentos
internacionais, realizaram a expulsão de multinacionais do país e as
nacionalizações. Em vez de mais mercado, passaram a tutelá-lo.
Perón volta do exílio a Argentina em 1973, com o
fim do governo militar. Ele é reeleito presidente com 60% dos votos, tendo como
vice a sua terceira mulher Isabelita.
Entre golpes e instabilidade política, prevaleceu
sempre na Argentina o populista, agora o mesmo é realizado por Cristina
Kirchner, infelizmente o populismo, tal qual em muitos países da América
Latina, agravou o cenário nacional, se há quatro anos a pobreza, a desigualdade
social e o emprego eram as maiores preocupações dos argentinos, hoje são a
corrupção, a insegurança – a violência crescente - e a falta de transparência
política.
Na Argentina, tal qual no Brasil, uma palavra
idolatrada pelo povo é "social". Em nome do social, não só tudo é
possível, mas também desejável. Esquece-se totalmente das calculadoras, e
ignoram-se leis tão simples como não gastar mais do que se tem. Adotam-se
jargões para encontrarem culpados. Passa a ser inevitável a articulação
conjunta com o Foro San Pablo, destruindo as instituições e combatendo a
imprensa livre.
A consequência natural disso é um aumento explosivo
nos gastos públicos, típico do Estado benfeitor, que acaba inevitavelmente em
um severo déficit fiscal, gerando inflação via emissão de moedas ou recessão
via aumento de impostos ou juros.
Isso sem falar de todos os direitos nobres
concedidos ao povo, como educação superior gratuita, moradia digna, transporte
gratuito, trabalho bem remunerado, velhice tranquila e, por fim, felicidade
eterna. Seguramente houve acertos, mesmo os populistas não erram 100% do
tempo.
Argentinos e brasileiros são assim grandes
sonhadores, os argentinos com as mulheres, as Evitas, Isabelitas e as
Cristinas, nós com embusteiros, “palanqueiros” e as festas e suas passeatas na
Paulista.
O Brasil encontrou seu rumo, mas sem o charme das
mulheres. O que nos caracteriza é que passamos, por conta do populismo, a
detestar a dura realidade da vida, cheia de incertezas e insegurança, não nos
preocupamos muito com o fato de que, para garantir tanto privilégio assim a
alguns, precisa tirar de outros.
Paradoxalmente, o Estado, em prol do
"social", deixa mais miseráveis do que encontrou, e temos inúmeros
exemplos empíricos disso, sendo um dos principais a Argentina de Perón. Eva,
sua esposa, confundiu Estado com instituição de caridade, e quem pagou o
elevado preço foi a população, que saiu da prosperidade, de um dos países mais
prósperos na época, para a miséria. Será que o povo romântico não tem a
mínima capacidade intelectual para entender que são justamente todos esses
"direitos adquiridos" pelos monopólios dos sindicatos que jogaram
metade dos brasileiros na informalidade?
Será que os mais de 150 milhões de
latino-americanos desempregados ou na economia informal estão felizes com todos
esses benefícios? Não conseguem perceber que isso é também a causa de um
sistema de previdência falido que até na Europa, principalmente na França, representa
uma bomba-relógio insustentável no médio prazo?
Mas voltando às lições que os argentinos não
fizeram. Deixaram de entender que as leis da economia são naturais como a água,
que deveriam ser observadas.
Em fins de 1958, Ludwig Heinrich Edler von Mises
foi convidado pelo Dr. Alberto Benegas Lynch para pronunciar uma série de
conferências na Argentina, destas conferências surgiu posteriormente um livro
que contém a transcrição das palavras dirigidas a centenas de estudantes
argentinos.
Suas conferências foram proferidas em inglês, no
enorme auditório da Universidade de Buenos Aires. Em duas salas
contíguas, estudantes ouviam com fones de ouvido suas palavras que eram
traduzidas simultaneamente para o espanhol. Ludwig Heinrich Edler von Mises falou
sem nenhuma restrição sobre capitalismo, socialismo, intervencionismo,
comunismo, fascismo, política econômica e sobre os perigos da ditadura. Aquela
gente jovem que o ouvia não sabia muito acerca de liberdade de mercado ou de
liberdade individual.
O auditório reagiu como se uma janela tivesse sido
aberta e o ar fresco tivesse podido circular pelas salas. Ele falou sem se
valer de quaisquer apontamentos. Como sempre, seus pensamentos foram guiados
por umas poucas palavras escritas num pedaço de papel. Sabia exatamente o que
queria dizer e, empregando termos relativamente simples, conseguiu comunicar
suas ideias a uma audiência pouco familiarizada com sua obra de um modo tal que
todos pudessem compreender precisamente o que estava dizendo.
von Mises fez posteriormente uma revisão destas
transcrições no intuito de publicá-las em livro. Coube a sua esposa esta tarefa
e ela teve muito cuidado em manter intacto o significado de cada frase, em nada
alterando o conteúdo e preservando todas as expressões que costumava usar, tão
familiares a seus leitores. Bem, o livro está aí, disponível hoje a todos
.
E as lições são:
Primeira Lição: O capitalismo
Segunda Lição: O socialismo
Terceira lição: O intervencionismo
Quarta lição: A inflação
Quinta lição: Investimento externo
Sexta lição: Política e ideias
O livro reflete plenamente a posição fundamental do
autor, que lhe valeu - e ainda lhe vale - a admiração e os insultos dos
adversários. Resta saber que posição devemos adotar, a realidade e a determinação
para superar desafios ou a ilusão e aguardar dos outros a solução dos seus
problemas, quem sabe vindas dos partidos e outras entidades que integram o Foro
San Pablo.
O livro está disponível para download: http://www.mises.org.br/files/literature/As%20Seis%20Lições%20MISES.pdf
E quando falamos de petróleo, seja em função do
conflito da Argentina com o Chile, ou com o Reino Unido, não podemos deixar de
comentar o efeito que produz em uma sociedade, como foi bem observado por Celso
Furtado.
E a questão do petróleo, será que trará benefícios
ao argentino? E ao brasileiro? De minha parte creio que não e o digo baseado em
um importante estudo conduzido pelo ex-ministro Celso Furtado, onde dois
estudos pioneiros do economista mostram o impacto negativo da abundância de
petróleo para a economia da Venezuela. O resulto está aí, além de ter colocado
um déspota/demagogo no poder.
Estudos nos anos 50 e 70 mostram que a abundância
dos recursos do petróleo foi instrumento de concentração de renda e de
desigualdade.
A euforia provocada pela descoberta de enormes
reservas petrolíferas no litoral brasileiro - na camada pré-sal da bacia de
Santos- pôs em segundo plano uma evidência histórica: são minoria os países que
souberam usar os recursos do petróleo para promover o desenvolvimento econômico
e social.
Pesquisadores e economistas de todo o mundo tentam
explicar o fenômeno. Estes dois estudos pioneiros foram lançados pela primeira
vez em livro.
Tratam-se das pesquisas realizadas pelo economista
Celso Furtado (1920-2004) na Venezuela em dois momentos distintos, 1957 e 1974,
agora reunidas em "Ensaios sobre a Venezuela - Subdesenvolvimento com
abundância de divisas".
Furtado é um dos maiores economistas brasileiros e
autor, entre outras obras, de um clássico da economia política: "Formação
Econômica do Brasil", livro editado pela primeira vez em 1959 e que
disseca a história sobre como o país se desenvolveu e passou de uma organização
feudal e agrária até alcançar os primeiros passos de uma economia industrial.
Nos estudos sobre a influência do setor petrolífero
na Venezuela, ele faz amplo diagnóstico dos impactos das receitas do combustível
sobre a estrutura produtiva. As pesquisas tiveram circulação restrita. A
primeira foi alvo de uma espécie de "censura branca" do ditador
Marcos Pérez Jiménez, que comandava a Venezuela em 1957.
Agora, diante da perspectiva de as reservas
brasileiras se multiplicarem nos próximos anos, Rosa Freire D'Aguiar, viúva do
economista, decidiu publicar os estudos no primeiro volume da série
"Arquivos Celso Furtado". E neste caso cabe também uma comparação do
Egito com Israel, a Jordânia ou mesmo o Brasil .
"É uma análise fascinante. Mostra como a
sobrevalorização do câmbio, nas circunstâncias de boom petrolífero, pode afetar
a indústria e a agricultura de um país. Por isso, o general de plantão [na
Venezuela] não achou muita graça", diz ela.
Encomendado pela Cepal (órgão da ONU para
assessoramento à América Latina e ao Caribe), o estudo de 1957 -quando a
Venezuela surfava num ciclo de alta do petróleo- conclui que a abundância de
divisas fragilizou a agricultura do país e impediu que ele se industrializasse
(à exceção, evidentemente, do setor petrolífero).
"A combinação dos elevados salários monetários
com a sobrevalorização externa (preços baixos dos equipamentos) dá origem a uma
tendência de substituir mão-de-obra por capital (...), resultando em atraso na
diversificação ocupacional da população e na expansão do mercado interno",
escreveu Furtado. O trabalho conseguiu antever um fenômeno relevante em países
excessivamente concentrados no setor do petróleo apenas anos mais tarde.
"É um ensaio pioneiro, que
antecipa as linhas conceituais do que a ciência econômica só viria a entender
depois, quando estudou os impactos do câmbio permanentemente sobrevalorizado
por causa da exportação de commodities", diz Carlos Medeiros, professor da
UFRJ.
Nas últimas duas décadas, economistas e
pesquisadores vêm se esforçando para entender o fenômeno, que ficou conhecido
como "doença holandesa" - referência às crescentes exportações de gás
natural do país europeu na segunda metade da década de 70.
Quando voltou à Venezuela para o segundo estudo, em
1974, já sob um regime democrático, na primeira gestão de Carlos Andrés Pérez,
em outro ciclo de alta do petróleo, Furtado constatou que a situação havia se
agravado.
No caderno de anotações pessoais, o economista
brasileiro escreveu: "Não pode haver maior evidência de que o
subdesenvolvimento é uma maneira deformada de acumular capital. Caracas é uma
criação do automóvel: imensos capitais foram imobilizados para criar esse corpo
pesado que funciona queimando royalties".
Na pesquisa de 1974, além de reiterar a força
nefasta do petróleo sobre a produtividade da economia, Furtado observou que a
Venezuela perdera a capacidade de poupar: "Criou-se um sistema econômico
que produz pouco excedente sob a forma de poupança e impostos. Um sistema
fundamentalmente orientado para o consumo e o desperdício".
E, nas anotações e reflexões pessoais, o economista
observou ainda que não apenas o quadro econômico havia se deteriorado.
"Ele constatou um mal típico de sistemas daquele tipo: a corrupção
política, que já existia na ditadura dos anos 50, ficou ainda pior", diz
Rosa.
No início de 1975, Furtado deixou Caracas. Pouco
depois, Andrés Pérez, embalado pelo dinheiro fácil, nacionalizou a indústria do
petróleo - e de siderurgia. Em 1989, voltou ao poder num ciclo de baixa. Quatro
anos depois, foi afastado sob impeachment, acusado de corrupção.
A Venezuela estava mergulhada numa crise, resultado
da ressaca provocada pelo petróleo e pelo endividamento público. Um ano antes
de Pérez ter sido afastado, um obscuro e polêmico coronel paraquedista liderou
uma tentativa de golpe: um certo Hugo Chávez.
A m... esta feita. Agora não se salva mais a
Venezuela .
O problema é que o socialismo PTista-bolivariano é
a receita certa para a pobreza, mas não se dão conta disso .
Ainda que requeiram tempo, as soluções existem.
Mas, dependem de pesquisa científica, projetos sérios e planejamento. Em
resumo, de uma boa administração e de uma boa engenharia.
Mas, e os administradores? E os engenheiros?
De uma coisa temos certeza, assim continuaremos a
pagar os mais elevados impostos, e a manter uma das máximas, a de que o Estado
arrecada cada dia mais impostos e presta menos serviços públicos de qualidade,
assim nos tornamos uma das sociedades que mais promovem:
a)
a
discriminação espacial .
b)
a
alienação através das drogas .
c)
a
violência .
d)
a
concentração de renda .
e)
o
desperdício de alimentos e perda de qualidade de vida .
f)
a pobreza
ou estagnação do crescimento econômico .
g)
a venda
do Brasil e não de produtos e serviços brasileiros .
h)
a
violência contra as mulheres .
i)
o
desrespeito com instituições do Estado
j)
a
concentração urbana e o desrespeito à qualidade de vida .
k)
a
violência nas escolas .
l)
a
escravidão
m)
a
doutrinação
E qual seria a solução:
a) entendermos a importância do princípio da
subsidiariedade
b) entendermos a diferença entre democracia e a
oclocracia .
c) discriminarmos nos recibos e notas fiscais o
quanto pagamos de impostos.

Agora
vamos fazer um teste, afinal você é de direita ou esquerda, ou
libertário/liberal?
Quando mencionamos liberal estamos nos referindo
aos libérias austríacos, ou como são chamados no Na América do Norte e em
alguns países da América Central são conhecidos como libertários.
Faça o
teste:
Quanto as soluções, bem os dois primeiros dependem
da educação e da maturidade, no caso de nós mesmos, o terceiro está tramitando
no Congresso e depois de institucionalizada a prática, o próprio povo
brasileiro irá entender as razões pelas quais não tomamos o rumo do desenvolvimento
.
Bem, com o que escrevi procurei dar uma visão geral
dos erros que cometemos, e como seguimos os erros de outros países, com
destaque aos erros cometidos na Argentina e deixamos de olhar para o Chile que
segue no caminho correto. Posso estar errado, ou ter cometido erros, neste caso
peço que me enviem através dos endereços abaixo as informações necessárias que
possam me convencer do contrário.
Quem sabe a Presidente Dilma seja uma das
primeiras, ou um de seus assessores realmente comprometidos com o povo
brasileiro, com destaque para sua liberdade, para que o Brasil possa de fato
prosperar:
"Não se conhece nação que tenha
prosperado na ausência de regras claras de garantias ao direito de propriedade,
do estado de direito e da economia de mercado." (Prof. Ubiratan Iorio de
Souza)
O golpe do MERCOSUL e do Foro de São Paulo
Graça Salgueiro
Como era previsível, o ex-bispo Fernando Lugo,
conhecido como “pai da pátria” por seus incontáveis filhos ilegítimos ainda
quando era bispo, foi defenestrado do cargo de Presidente da República do
Paraguai, após um legítimo e constitucional julgamento político.
Fernando Lugo foi o candidato do Foro de São Paulo
(FSP) e, como tal, tinha uma plataforma política estabelecida pelos ditames dos
encontros anuais. Em seu mandato, a primeira providência foi romper o acordo
sobre Itaipú obrigando o Brasil a pagar pela energia consumida, ferindo de
morte o contrato feito na época de sua criação. Como todo comunista apátrida, o
então presidente Lula advogou pelo seu camarada do FSP em detrimento dos
direitos legais e prejuízos brasileiros.
Adepto da malfadada “teologia da libertação”, Lugo
levou esses quatro anos de mandato governando apenas para seus camaradas de
ideologia, os “Carperos” (Acampados - similares ao MST brasileiro) e os
terroristas do Exército do Povo Paraguaio (EPP). O EPP surgiu na década dos
70-80 e se havia extinguido, porém não totalmente. Seus cabeças vivem hoje como
anistiados políticos no Brasil, e daqui do território nacional brasileiro coordenaram,
junto com as FARC, o sequestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do
ex-presidente Raúl Cubas. Com Lugo na presidência esses bandos terroristas se
fortaleceram pois, em vez de combatê-los, oferecia-lhes total apoio, impunidade
e apadrinhamento, levando a população ao caos e à insegurança com seus novos
atos de terrorismo e bandidagem.
No último dia 15 de junho as Forças de Segurança
foram vítimas de uma emboscada, quando Lugo os enviou para resolver um conflito
com ditos “carperos” totalmente desarmadas. Ao tentar uma negociação, os
policiais foram atacados com tiros deixando de imediato 6 deles mortos. O
restante pediu reforço e no confronto 11 agressores foram mortos, deixando ao
final mais 30 feridos. Lugo não foi ao velório de nenhum deles mas
imediatamente determinou que se desse assistência às famílias dos que
assassinaram os policiais. O encarregado de cumprir fielmente a traiçoeira
operação, determinada por Lugo, ascendeu ao posto de Comandante da Polícia
Nacional.
E isto foi a gota d’água para causar revolta na
população paraguaia que, respeitando o que reza a Carta Magna, o Congresso
realizou uma sessão ordinária, garantindo-lhe o devido processo (Leiam aqui o “Libelo Acusatório” na
íntegra:), onde por maioria absoluta Lugo foi destituído do cargo por “mal
desempenho de suas funções”, sentença que ele aceitou de imediato mas,
insuflado pelos camaradas do Foro de São Paulo da Venezuela, Argentina, Bolívia,
Equador, Uruguai e Brasil, passou a chamar de “golpe de Estado”.
Os países-membros do MERCOSUL reuniram-se na
Argentina entre os dias 25 e 29 de junho e, ferindo os procedimentos legais e o
devido processo (sem dar direito de ampla defesa), decidiram não permitir a
participação do Paraguai no encontro, uma vez que não reconhecem o novo
governo. Entretanto, esta decisão foi tomada em conjunto com países
“convidados” que não têm direito a voz nem voto, como Chile e Venezuela. E qual
era o objetivo que jazia por trás desta decisão? Como se sabe, o Paraguai era,
até o momento, o único país a se opor ao ingresso da Venezuela no bloco pois,
com sobradas razões, alegava que lá não existe democracia. Pois bem, sem o
Paraguai nesse encontro a Venezuela foi admitida oficialmente e passou a fazer
parte do MERCOSUL! Era isso o que desejava esta organização desde sempre e eles
sim, acabam de dar um golpe na democracia!
Sinto em relação a este caso a mesma repugnância
que senti no caso de Honduras, pois articulistas de opinião brasileiros que só
reconheciam o Paraguai como o país da muamba e da falsificação, hoje falam como
grandes conhecedores do que se passa no país vizinho com uma intimidade e um
respeito hipócrita que só merecem desprezo. O Paraguai é um país pequeno e
pobre mas sua gente é patriota e majoritariamente católica, como o novo
presidente Federico Franco. Seus parlamentares sabem o que é honra, dignidade e
respeito às leis, daí terem tomado esta atitude absolutamente constitucional.
Ademais, os que hoje clamam para que se faça o mesmo no Brasil esquecem - ou
desconhecem - que em nossa Carta Magna não existe um artigo dizendo que se
poderá destituir o presidente por “mal desempenho de suas funções”. Reforme-se
a Constituição, aprenda-se a votar em gente decente antes de ficar invejando
aqueles que antes eram vistos como escória da região.
(Escrito originalmente para o Jornal Inconfidência
de Minas Gerais)
Parte 03/03
Mensagem enviada para: Pedro Abramovay
- Avaaz.org - avaaz@avaaz.org
Bom dia!
Citar a Venezuela hoje não pode
estar desvinculado do entendimento correto do termo demagogia.
De um lado o termo se assemelha à prâksis
da oclocracia. Poderia ter algo de legítimo, quando se considera a
preponderância do povo na forma do governo, mas não é
o que ocorre. O bolivarianismo não se dá de forma legítima, pois se
afasta do poder da lei, do estado de direito. No estado de direito a participação da população se
dá através de instituições sólidas, legítimas, sem as pressões de grupos que
são tão somente mais atuantes politicamente, que
assim obtém mais transparência junto à sociedade, o que não lhes dá
legitimidade, pois as pessoas assumem comportamentos distintos, uns são
reservados, outros atuam pelo exemplo, outros procuram promover a
conscientização de forma acadêmica e temos, infelizmente àqueles que se julgam
no direito de se colocarem acima da lei, e o fazem ou na busca de privilégios
em detrimento dos demais ou no anseio popular de restringir a liberdade
individual. Democracia se faz com o poder dos votos.
Uma boa definição da demagogia é
o abuso da democracia, neste
ponto Hugo Rafael Chávez Frías, o PTa Lula, Evo Cocales e tantosoutros ligados
a partidos subjugados ao Foro San Pablo
¹ se encaixam muito bem, estão a
cada momento, tal como crianças, próprio da
idade, buscando os limites, mas de uma pessoa adulta se requer, se exige
responsabilidade.

Longe do estado de direito temos a demagogia e a
demagogia seguramente é a dominação tirânica das fações populares, berço da
oclocracia. Razão pela qual figuras chaves da história que se destacaram pela
demagogia também fomentavam seus grupos de apoio, dando a eles legitimidade.
Este comportamento aproxima os mais tiranos, como Stalin, Hitler e Mussolini de
pessoas como Chávez, Kirchner, Morales e o PTa Lula. São pessoas que se
alimentam de vermes que os fazem acreditar que são o centro das decisões.
E de uma forma generalizada o que vemos na América
Latina, em especial nos países hoje dominados pelo Foro San Pablo
¹, são discursos políticos onde
se visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista
fácil de poder político. Aqui se promove o pão e o circo.

Assim cada qual faz uso de seus instrumentos, e
assim buscam sempre um inimigo comum para que possam somar aliados. O melhor
exemplo foi e tem sido o uso do termo neoliberalismo.

A Venezuela tem sua economia sustentada nos
petrodólares, e isso dá margem a todo tipo de irresponsabilidade, se alimentam
de dinheiro fácil. No passado foi um consumismo e a concentração do poder
econômico e político, pautado na corrupção, da qual os venezuelanos não ficaram
livres. Criou-se uma Venezuela dos carrões americanos, e hoje os gastos
públicos direcionados a grupos de privilegiados, em especial os que estão mais
próximos e dando apoio ao poder central, à nomenklatura local, a qual detém o
poder da caneta, que como aqui decide quem será o privilegiado e quem será a
vítima. Aqui as desonerações seletivas tão a gosto do genovês Guido Mantega, lá
as estatizações seletivas. A ameaça é a mesma, sempre contra o livre mercado e
a favor da oclocracia.
A Venezuela é uma nação, como muitas da América
Latina, afastada do princípio a subsidiariedade, e hoje o abismo econômico se
observa a cada passo em direção a ele, os venezuelanosse aproximam do abismo e
se distanciam do livre mercado e do estado de direito, e nele inserido, do
direito de propriedade. A insegurança jurídica na Venezuela é elevada, o que
tem afugentado investidores, mesmo em áreas tradicionais como turismo, café e
principalmente o petróleo.
É um pais de uma incoerência sem
tamanho, a economia é dependente dos Estados Unidos, que de longo são os
principais parceiros comerciais, tanto na venda de petróleo quanto na compra de
produtos manufaturados. E o que
vemos? Diariamente um demagogo cuspindo no prato que come, e esta tem sido uma
das principais razões de perda de credibilidade em todo o mundo. O país, mesmo
com a grave crise na Espanha é ainda o mais promove a diáspora naquela direção.
“Deve ser sempre enfatizado que o nacionalismo
econômico é um corolário do estatismo, seja o intervencionismo ou o
socialismo.” (LudwigHeinrichEdlervon Mises)
Um do pilares do bolivarianismo é a mentalidade
estatizante, lá o Socialismo do Século XXI, afinal, trata de um sistema econômico
de organização da sociedade, defendendo meios públicos de produção, contra o
pilar do livre-mercado, ao capitalismo de livre mercado.
Outro pilar que pode ser destacado é a aproximação
com déspotas do tipo MahmoudAhmadinejad (محموداحمدینژاد; ), que se
destaca pelo seu o antissemitismo.
Na Venezuela tudo o que representava um empecilho
no caminho do poder total é fruto do mal, dos norte-americanos. E este jargão é
utilizado em cada um dos longos e castrenses discursos de Chávez.
Outro pilar do bolivarianismo é a forma com que
Chávez costura acordos de cumplicidade política e militar ao redor do mundo.
O rei Juan Carlos já lhe deu um importante recado,
mas não foi ouvido, Mas o que chama atenção hoje na Venezuela são aqueles que
estão a se privilegiar com o Estado de Chávez, mas não se dão conta que de fato
estão desesperados, já que estão dispostos a sacrificar a liberdade em prol de
alguma promessa de segurança. Chávez introduziu uma prática que é temerária, a
de perseguição e punição aos familiares de seus adversários políticos,
inclusive fazendo uso de métodos de propaganda.
Com Chávez a propriedade privada não foi
abolida de jure, mas foi de facto, e os empresários são
na maioria das vezes nada mais do que “gerentes administrativos”, obedecendo a
ordens do governo, que decide sobre tudo, incluindo alocação de capital e
preços exercidos.
Chávez e seus bolivarianos estão ajudando a
enterrar de vez o liberalismo no país. Os bolivarianos não medem esforços para
tomar o poder, mesmo que seja necessária a violência, como a que vemos hoje em
São Paulo que repete os fatos da semana 20 de 2006.
Hoje os latino-americanos estão esperançosos com
uma democracia, mas esta infelizmente não passa de uma oclocracia. Tanto
Lula, Kirchner e Lugo, e até mesmo Chávez, conseguiram subsídios das grandes
empresas para chegarem a presidência.
Mas eles tomam esse dinheiro
como um rei, ainda sob o absolutismo, toma o tributo de seus súditos.
Não é sem razão que os impostos e o endividamento público é crescente. Se os
empresários negassem o que era demandado, seguramente seriam vítimas do poder
da caneta. O que se observa hoje, não apenas na Venezuela, mas também no Brasil
são empresários que preferem ser reduzidos ao papel de gerentes administrativos,
para tal contam com fartos empréstimos do BNDES.. Eles acreditam que não há uma
terceira opção naquele contexto. Parece que hoje tanto a força como o dinheiro
são impotentes contra as ideias, e estas apontavam na direção da estatização da
economia. Na Venezuela isso se dá de forma mais intensa. O lamentável fato é
que a maioria dos povos hoje na América Latina estão a abraçar o socialismo do
Século XXI ou aqui o Lulo-PTismo.
O problema agora será como a crise internacional
irá nos afetar, as commodities estão perdendo valor no mercado internacional, e
isso começa a ser catastrófico pois começam a pipocar as greves. Sempre se
iniciando pelas universidades federais.
Os aspectos fundamentais do bolivarianismo não
diferem daqueles geralmente aceitos pelas demais ideologias estatizantes. O
controle da economia deve ser estatal. O lucro é visto com enorme desdém. O
planejamento centralizado é uma panaceia para os males econômicos. Só falta
agora consideraram que as importações sejam uma invasão estrangeira negativa. O
que pregam é que o individualismo deve ser duramente combatido em prol do
coletivismo. Eis o arcabouço ideológico que possibilitou a conquista do poder
pelos bolivarianos. Os pilares do bolivarianismo foram erguidos sobre a
mentalidade estatizante. A idolatria ao estado e a desconfiança em relação ao
livre comércio sustentaram os dogmas bolivarianos.
A título de curiosidade, recomendo que leiam:
Façam então as suas considerações. Seguramente
ficarão impressionados com as similaridades.
E o que vemos agora, mais uma vez a demagogia posta
em prática, nas suas diversas modalidades, assim tem sido a reação frente ao
afastamento de Fernando Lugo da presidência do Paraguay decretado pelo
Congresso na sexta-feira passada. Seguramente foi um processo relâmpago, se
assim não fosse o Paraguay hoje estaria refém de ingerências das mais variadas
e intensificaria a pressão e ameaças à vida dos congressistas, já marcada por
atentados e assassinatos, incluindo a filha de um ex-presidente.
A demagogia não aceita contradições, muito menos um
processo relâmpago de impeachment. Mas esta questão deixou evidente o
isolamento em que se encontrava o ex-presidente e que, na essência, foi sendo
sistematicamente construído por ele mesmo. Os números falam por si, 73 votos a 1,
na Câmara, e por 39 a 4, no Senado. Somente este score já legitima o processo,
ou os parlamentares também foram eleitos dentro de um processo ilegítimo e
ilegal? Se tivesse sido, qual a razão de não terem exercido pressão política
naquela época. E aqui vale considerarmos um importante instrumento
constitucional do Paraguay, já que a constituição paraguaia adotou desde o
início da sua concepção o regime presidencialista, não como o Brasil que adotou
o parlamentarismo, mas na última hora o quadro foi revertido para o
presidencialismo. Não é se razão que temos uma
inversão sem tamanho no Brasil, primeiro se elege o primeiro-ministro, a ele
conferimos o nome de presidente e então ele forma sua base aliada, na realidade
sua base afilhada.
Os paraguaios fugiram disso, o Paraguay adotou o
regime presidencial, mas, no artigo 225 de sua Constituição, escolheu
instrumento existente no sistema parlamentar para afastar presidentes que:
a) Tenham mau desempenho;
b) Cometam crimes contra o Poder Público;
c) Cometam crimes comuns.
Tendo recebido um voto na Câmara dos Deputados e
quatro no Senado, Lugo foi afastado do governo, nos estritos termos da
Constituição, por mau desempenho.
É de se lembrar que o Parlamento tem representantes
da totalidade da nação (situação e oposição). O Executivo, só da maioria
(situação).
Tanto foi tranquilo o processo de afastamento no
Paraguai que não existiram manifestações de expressão em defesa do
ex-presidente. As Forças Armadas nem precisaram enviar contingentes à rua, e
Lugo continuou com toda a liberdade para expressar as suas opiniões e até para
montar um governo na sombra.
Processo digno das grandes democracias
parlamentares. Mas difícil de ser compreendido pelo demagogo-morvenezuelano,
que usa todos os meios possíveis para calar a oposição e a imprensa, pela
aprendiz de totalitarismo que é a presidente argentina, que tudo faz para
eliminar a imprensa livre em seu país, ou pelos dois semiditadores da Bolívia e
do Equador.
A demagogia não frutificou no Paraguay, um país que
ao contrário de seus vizinhos, exceto o Chile, não possui recursos naturais
fartos, como petróleo ou recursos minerais, que alimentam artificialmente a
demagogia, como tem sido o caso do Brasil que sustenta hoje sua economia nas
commodities, mas são elas as commodities que, ao contrário de produtos com
valor agregado, são concentradoras de emprego, riqueza e renda. Eike Batista e
o dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, e seu preposto
no Ministério de Minas e Energia, Edson Lobão são os melhores exemplos.
De minha parte, como brasileiro, gostaria de ver
àquela que nos representa, e toma assento no Palácio do Planalto, venha a
conduzir as relações com os nossos vizinhos de forma respeitosa, pois por
detrás do presidente LuisFederico Franco Gómez temos
um povo que depende do trabalho, principalmente no campo, onde temos dado
grande contribuição, onde os hoje chamados brasiguaios encontraram espaço para
desenvolver seus negócios, muitos foram para lá com esperança e mal conseguiram
comprar suas terras, mas com o decorrer do temos tornaram-se prósperos
empresários, o que é motivo de cobiça por parte dos Carperos, como é
chamado o MST de lá.
De minha parte como analista desta
grave situação que estamos agravando devido pressões indevidas, espero que o
Paraguay se aproxime mais e mais do Chile, pois dentre os países
latino-americanos é onde hoje mais se promove a liberdade, o que gera
consequências fantásticas, como a qualidade de vida, mas issoos demagogos da
latrina bolivariana não se dão conta, mesmo tendo economistas dentre eles. Até
hoje não souberam fazer a correlação entre os indicadores de liberdade com os
indicadores sociais. Deve ser porque é por demais evidente.
O atual presidente LuisFederico
Franco Gómez governará até agosto de 2013. Entre suas promessas temos a
de que pretende conduzir a transição de acordo com as normas constitucionais,
manter intocadas as instituições democráticas e respeitar os direitos humanos e
os compromissos assumidos pelo governo. Se não houver ingerência,
principalmente por parte do Foro San Pablo
¹, principalmente pelos através
de seus grupos de narcotraficantes e de “movimentos sociais radicais, a maioria
sustentada com recursos vindos do Brasil e agora da Venezuela.

Um processo antidemocrático para uns. Seguramente
desinformados, pois não levaram em questão o que previa a constituição
Paraguaia e mais importante, as ameaças contra as quais os congressistas
paraguaios. Estavam assim evitando o confronto, pois sabiam que poderiam levar
à desestabilização política e econômica do país. Estavam em uma encruzilhada. E
este é uma questão que vem desde 2010. Neste sentido é necessário que se
assista: http://www.youtube.com/watch?v=QtiIDQYZm30
Depois tivemos uma série de ameaças e atentados,
nunca os congressistas estiveram tão ameaçados, e não apenas eles, sendo emblemático
o sequestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente Raúl Cubas
por membros de uma entidade que soma as FARC com o MST, o Exército do Povo Paraguaio (EPP), como a Sra.
Graça Salgueiro muito bem nos alerta (veja texto ao final).
Veja também:
notalatina.blogspot.com/
Os paraguaios terão que decidir, ou
optam pelo atraso, pela instabilidade política e pela submissão a sua
oclocracia e ao Foro San
Pablo
¹ que
agora exerce sua força, seus desmandos frente a soberania de um povo.

Qual a sua opção: Democracia ou
oclocracia?
Ou optam por colocar o país no rumo
democrático, onde a liberdade se faça presente e com ela seja assegurada a
justiça dentro de sua sociedade. Mas esta segunda opção exige o entendimento e
que se observe o princípio da subsidiariedade, o livre mercado e estado de
direito, e nele inserido o direito de propriedade.
Uma das questões centrais é o
narcotráfico, e outra é a questão agrária.
A Reforma Agrária se faz necessária, é
fato. Mas ela igualmente não deve ser conduzida por pressão de grupos radicais,
fugindo assim de potenciais conflitos. Uma reforma agrária exige que se saiba
conduzir três instrumentos:
a) abertura de novas
áreas para fins de colonização e a região do Chaco é a nova fronteira agrícola
paraguaia;
b) tributação
progressiva de terras improdutivas;
c) desapropriação, com
impacto também sobre agricultores já estabilizados, incluindo os brasiguaios.
A primeira exige um profundo
conhecimento das questões ambientais, pois há que se avaliar todos os aspectos
e impactos ambientais dela decorrente. Trata-se de um importante o bioma ao Sul
do Pantanal. O problema é que esta importante fronteira agrícola ela está a
ocorrer, o que exige que a sociedade paraguaia se antecipe a estas questões.
A segunda é o melhor instrumento, mas
exige que as terras sejam tituladas e um acompanhamento eficaz por parte das
entidades que irão avaliar a produtividade. E mais importante, que seja
colocado em curso um sistema eficaz de tributação, pois no Brasil foi um
redundante fracasso, basta lembrarmos que quando foi instituído o imposto
territorial rural a receita era próximaa do imposto de renda, hoje nem mesmo
chega a ser considerada.
A terceira, adotada no Brasil se mostrou desastrosa, pois potencializa o
conflito e dá margem à sustentação da oclocracia, a qual é aproveitada por
políticos demagogos e sem escrúpulos, como tem sido a do MST no Brasil e foi o
caso do Paraguay. Pior que como vemos, o Brasil exportou o que há de pior aos
paraguaios, o que também se volta contra muitos brasileiros que para lá foram
por opção de vida. E é dentro desta realidade de conflito que se insere o que
há de pior na nossa sociedade, como a presença de interesses de grupos de
narcotraficantes.
Outra questão é que se saiba avaliar uma questão importante, a agricultura moderna expulsa o trabalhador rural, o
qual é substituído com vantagens por máquinas e equipamentos. Em
contrapartida temos a diversidade de alimentos e muitas outras culturas, muitas
das quais são somente possíveis de serem obtidas em pequenas propriedades
rurais, como é o caso a sericicultura, mas ela é tão exótica lá como no Brasil
e nos países da América Latina.
Enveredar pela diversidade exige também uma mudança radical sobre
conceitos alimentares e no campo um modelo de colonização que possa ser traduzido
como de elevado senso comunitário. Mas isso é praticamente impossível devido ao
caráter do latino-americano, onde a “lei de
Gerson se faz presente”. No Paraguay se tem de longa data a colonização
feita de forma comunitária, como as colônias alemãs, de luteranos, menonitas e
até mesmo amish, como nos Estados Unidos. No Brasil, dada a colonização
japonesa ela também se fez presente. Mas o melhor modelo é o empregado hoje em
Israel.
Tanto no Paraguay
como no Brasil temos a busca do atraso, o MST se caracteriza muito bem nesta
direção e sua atuação no Paraguay se dá através davia Campesina, que tem apoiado a
organização dos Carperos. E é comprovadamente o pior
modelo a ser seguido, pois enaltece o conflito
.

Felizmente o mundo
reconheceu as falhas do socialismo, e isso foi o que ocorreu em Israel,
onde hoje os kibutzim se tornaram empresas ou cooperativas e se adaptaram a uma
nova realidade. Mas isso exige um esforço concentrado na questão do capital
humano, da educação fundamental em especial. A exemplo das colônias de
agricultores alemães, em Israel também se concentrou no capital humano.
E é importante aqui citar que o
cooperativismo tem como base a fiel observação do princípio da subsidiariedade
e não ideias ou ideais coletivistas, estes que eram inicialmente usados nos
kibutzim.
Os kibutzim se tornaram o que são hoje
cooperativas extremamente competentes, quando não empresas privadas de capital
acionário. Os kibutzim em seus primeiros dias foram formados dentro de um
modelo coletivista, tentaram ser autossuficientes em todos os produtos
agrícolas, dos ovos aos laticínios, das frutas às carnes. Durante a
experiência, os kibutzniks descobriram que a autossuficiência era impossível.
Neste sentido uma aproximação do
governo paraguaio com o de israelense é fundamental.

A prova do que escrevi pode ser vista
relacionando-se os indicadores de liberdade com quaisquer outros indicadores
sociais e econômicos que desejar:
Veja também: http://www.youtube.com/watch?v=Qe9Lw_nlFQU
Enla encrucijada, nos dicen
Outro problema sério no Paraguay foi a
influência do Foro San
Pablo
¹ e
através dele o apoio a eleição de Fernando Armindo Lugo de MéndezS.V.D. e agora
a pressão para sua volta ao poder.

A destituição do ex-presidente Lugo foi
muito rápida e e assim tinha que ser, pois seguramente os congressistas
paraguaios de todos os partidos sofreriam pressão, muita pressão neste sentido.
Todos eles corriam risco de morte. A ingerência dos partidos e demais entidades
que tomam parte do Foro San
Pablo
¹ seria
poderosa, a começar pelas entidades que atuam no campo do tráfico de armas,
drogas, veículos, etc. que atuam hoje entre o Brasil e o Paraguay e a Bolívia,
seguramente se fariam presentes.

Assim tivemos o
grande derrotado com sua saída: o Foro San Pablo
¹, particularmente o PT, que o lidera. Todos foram
surpreendidos. O melhor é que tudo foi feito dentro da lei, respeitando-se a
democracia, a ordem, a lei e sem derramamento de sangue.

Paraguay, en particular, tendrá que
ser consciente de la encrucijada y tomar una decisión sobre elcamino
que quiere tomar enel futuro. (Gerhard Erich Boehme)
E agora, o melhor oportunismo destes
bolivarianos o que se observou, à margem da resistência paraguaia, que se
colocava contra a demagogia, tivemos até mesmo o apoio da presidente
Dilma a estes demagogos bolivarianos, pisoteando a democracia e a Lei Suprema
paraguaia a fim de facilitar a entrada no Mercosul de um país cuja mono
economia só permitirá a seu conturbado presidente permanecer no poder enquanto
o preço do petróleo for elevado.
Decididamente, a demagogia, mesmo com a
modernidade de nossas mídia, encontra e dá espaço ao mesmo tipo de demagogos
que a humanidade assistiu na primeira metade do século XX e em Cuba na sua
segunda metade.
Tenham todos uma boa semana. Abraços,
Gerhard Erich Boehme
+55 (41) 8877-6354
Skype: gerhardboehme
Caixa Postal 15019
80530-970 Curitiba PR
¹) Lula dá apoio à reeleição de Hugo
Chávez de Venezuela
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva transformou um vídeo enviado para o encerramento da reunião, em Caracas,
do Foro de São Paulo - que reúne partidos de esquerda dos países
latino-americanos -, em um manifesto de apoio à reeleição de Hugo Chávez, que
busca em outubro o seu quarto mandato. No vídeo, Lula diz a Chávez que
"sua vitória será nossa vitória".
Lula, que se recupera de um câncer de
laringe, lamentou no vídeo não ter podido estar presente ao encontro
internacional.
-Gostaria de estar aí para dar um forte
abraço no meu companheiro Hugo Chávez. Sob a liderança de Chávez, o povo
venezuelano teve conquistas extraordinárias - declarou. - As classes populares
nunca foram tratadas com tanto respeito, carinho e dignidade. Essas conquistas
precisam ser preservadas e consolidadas. Chávez, conte comigo, conte conosco no
Partido dos Trabalhadores, conte com a solidariedade e apoio de cada militante
de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Sua vitória será
nossa vitória.
Chávez, que fez no evento uma rara
aparição pública, já que faz tratamento contra um câncer cuja gravidade é alvo
de especulações, respondeu ao vídeo com um "Viva Lula!" e elogiando o
ex-presidente, um "grande companheiro, amigo desta pátria e de nossa
alma".
- Tenho certeza de que a cada dia se
aproxima mais o momento em que nós nos encontraremos de novo e o abraço que
daremos será do tamanho deste mundo e além - disse o presidente venezuelano.
Chávez também repetiu que ganhará as
eleições por "nocaute", apesar de pesquisas apontarem uma disputa
acirrada com o opositor Henrique Capriles.
A Mesa de Unidade Democrática, coalizão
que apoia Capriles, reagiu duramente ao vídeo."Essas palavras infelizes,
mais que de um estadista, parecem de um mercador", disse o grupo político
em nota.
Menções ao impeachment no Paraguai e às
Malvinas
Em seu vídeo de três minutos, Lula
também comentou outros temas políticos que afetam a América Latina. Entre eles,
o impeachment do presidente paraguaio, Fernando Lugo, no dia 22 de junho - que
acabou levando à suspensão do Paraguai do Mercosul e à incorporação da
Venezuela de Chávez, já que a falta de aprovação do Senado paraguaio era o
único obstáculo.
- Os fatos ocorridos, por exemplo, em
Honduras (a destituição do presidente Manuel Zelaya, em 2009) e no Paraguai
mostram o quanto ainda precisamos lutar para que a democracia prevaleça na
América Latina - ressaltou Lula. - A existência de colônias em nossa região,
como o caso das Malvinas, que evidentemente são argentinas, servem para nos
lembrar que muito ainda deve ser feito, para que a soberania nacional e
regional prevaleça. E para isso precisamos de mais integração latino-americana
e caribenha.
Fonte: O Globo | Agência O Globo – dom,
8 de julho de 2012
Comentários ao vídeo e às palavras do
sr. Luís Inácio Lula da Silva.
O PT e principalmente o ex-presidente
Lula sempre negaram o envolvimento do PT com as demais entidades do chamado
Foro San Pablo. Até recentemente, às vésperas das eleições presidenciais o
deputado José Eduardo Martins Cardozo, coordenador da campanha presidencial de
Dilma Rousseff, negou ontem a existência de vínculos de qualquer espécie entre
o PT e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que é igualmente
uma das primeiras entidades que vieram a compor o então Foro San Pablo. Ele foi
taxativo durante uma cerimônia do 16.º Foro de São Paulo em Buenos Aires,
evento que reúne representantes da esquerda, centro-esquerda e partidos
progressistas da América Latina e do Caribe.
E vale lembrar que um dos temas da 16.ª
versão do encontro, foi uma das velhas aspirações do PT, o chamado controle
social dos meios de comunicação. Antes disso, para bons observadores, a
proposta de controle da mídia chegou a constar do documento A Grande
Transformação, contendo diretrizes para o programa de governo de Dilma, aprovadas
pelo 4.º Congresso do PT, em fevereiro de 2010.
Além do PT, participam do Foro San
Pablo o PSB e o PC do B, que têm assento no Foro de São Paulo. Essa reunião não
tem absolutamente nada a ver com a campanha de Dilma. Se eu fui aos outros
encontros, por que não iria nesse?"
Carta. Ontem à noite, durante a
cerimônia de abertura do evento, o diretor do Foro de São Paulo e secretário de
relações internacionais do PT Walter Pomar leu uma carta do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Na carta, Lula destaca que a região "vive uma
situação radicalmente diferente daquela de 20 anos atrás", quando o foro
foi criado. "Muitos dos que nos encontramos no passado nas reuniões do
Foro de São Paulo como forças de oposição hoje somos governo e estamos
desenvolvendo importantes mudanças em nossos países e na região como um
todo."
Na mensagem, Lula também inclui
críticas a opositores: "Uns poucos tentam caracterizar o Foro de São Paulo
como uma organização autoritária. É o velho discurso de uma direita que foi
apeada do poder pela vontade popular."
Na sequência, faz apologia de seu
governo. "(O País) retomou o crescimento depois de décadas de estagnação.
Crescemos distribuindo renda, Incluímos 30 milhões de brasileiros que viviam
abaixo da linha da pobreza. Criamos 14,5 milhões de empregos formais e
aumentamos substancialmente o salário real dos trabalhadores", afirmou o
presidente, "O Brasil mudou e vai continuar mudando nos próximos
anos."
Membros do partido Comunista da China e
integrantes do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba aplaudiram
intensamente a leitura da carta de Lula.
Representando o presidente Raúl Castro,
Oscar Martínez, pregou a "construção de sociedades socialistas nos países
latino-americanos de acordo com as idiossincrasias de cada sociedade". E
encerrou o discurso com o clássico grito de guerra do líder guerrilheiro
Ernesto CheGuevara: "Até a vitória, sempre!" / COLABOROU VERA ROSA
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva transformou um vídeo enviado para o encerramento da reunião, em Caracas,
do Foro de São Paulo - que reúne partidos de esquerda dos países
latino-americanos -, em um manifesto de apoio à reeleição de Hugo Chávez, que
busca em outubro o seu quarto mandato. No vídeo, Lula diz a Chávez que
"sua vitória será nossa vitória".
Lula, que se recupera de um câncer de
laringe, lamentou no vídeo não ter podido estar presente ao encontro
internacional.
-Gostaria de estar aí para dar um forte
abraço no meu companheiro Hugo Chávez. Sob a liderança de Chávez, o povo
venezuelano teve conquistas extraordinárias - declarou. - As classes populares
nunca foram tratadas com tanto respeito, carinho e dignidade. Essas conquistas
precisam ser preservadas e consolidadas. Chávez, conte comigo, conte conosco no
Partido dos Trabalhadores, conte com a solidariedade e apoio de cada militante
de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Sua vitória será
nossa vitória.
Chávez, que fez no evento uma rara
aparição pública, já que faz tratamento contra um câncer cuja gravidade é alvo
de especulações, respondeu ao vídeo com um "Viva Lula!" e elogiando o
ex-presidente, um "grande companheiro, amigo desta pátria e de nossa
alma".
- Tenho certeza de que a cada dia se
aproxima mais o momento em que nós nos encontraremos de novo e o abraço que
daremos será do tamanho deste mundo e além - disse o presidente venezuelano.
Chávez também repetiu que ganhará as
eleições por "nocaute", apesar de pesquisas apontarem uma disputa
acirrada com o opositor Henrique Capriles.
A Mesa de Unidade Democrática, coalizão
que apoia Capriles, reagiu duramente ao vídeo."Essas palavras infelizes,
mais que de um estadista, parecem de um mercador", disse o grupo político
em nota.
Menções ao impeachment no Paraguai e às
Malvinas
Em seu vídeo de três minutos, Lula
também comentou outros temas políticos que afetam a América Latina. Entre eles,
o impeachment do presidente paraguaio, Fernando Lugo, no dia 22 de junho - que
acabou levando à suspensão do Paraguai do Mercosul e à incorporação da
Venezuela de Chávez, já que a falta de aprovação do Senado paraguaio era o
único obstáculo.
- Os fatos ocorridos, por exemplo, em
Honduras (a destituição do presidente Manuel Zelaya, em 2009) e no Paraguai
mostram o quanto ainda precisamos lutar para que a democracia prevaleça na
América Latina - ressaltou Lula. - A existência de colônias em nossa região,
como o caso das Malvinas, que evidentemente são argentinas, servem para nos
lembrar que muito ainda deve ser feito, para que a soberania nacional e
regional prevaleça. E para isso precisamos de mais integração latino-americana
e caribenha.
xxxxxxxxxxxxxxxx
Nesse contexto, o Fórum de São Paulo
aprovou um chamamento denominado “Os povos do mundo unidos pela Venezuela”, que
propõe um conjunto de ações. O documento foi lido pelo secretário executivo do
Fórum, Valter Pomar.
O chamamento tem três pontos
essenciais. O primeiro é mobilizar a opinião pública mundial contra a campanha
de descrédito e mentiras que o Departamento de Estado dos Estados Unidos e as
grandes empresas de comunicação fazem contra a revolução venezuelana.
Em segundo lugar, o documento propõe
concretizar a solidariedade com esta revolução e o comandante Hugo Chávez, com
a realização de atividades e eventos para difundir as conquistas políticos,
econômicas, sociais, culturais e ambientais do processo de inclusão e
dignificação do povo venezuelano na construção do bem-estar da pátria.
O terceiro ponto é alertar a opinião
pública mundial sobre o plano da ultradireita nacional e internacional voltado
a desconhecer os resultados eleitorais de 7 de outubro com a finalidade de
desestabilizar o processo democrático e revolucionário da Venezuela.
O Fórum de São Paulo propôs a
convocação de um Dia de Solidariedade Mundial com a Revolução Bolivariana e o
Comandante Hugo Chávez em 24 de julho próximo, data em que transcorre o 229º
aniversário natalício de Simon Bolívar), efetuando nas capitais e outras
cidades, atos, comícios, coletivas de imprensa e oferendas florais ao Libertador.
Os partidos reunidos no 18º encontro do
Fórum de São Paulo também aprovaram a realização na primeira quinzena de
setembro deste ano em Caracas um encontro internacional de solidariedade
mundial dos povos do mundo coma Revolução Bolivariana Venezuelana e o
comandante Hugo Chávez.
O Fórum decidiu também realizar um
“Twittaço mundial com Chávez", através da conta @chavezcandanga, em data a
ser definida no mês de agosto.
Entre outras ações também se decidiu
que as forças do Fórum de São Paulo participem das eleições de 7 de outubro
como acompanhantes do povo venezuelano.
Mudar o mundo
No discurso de encerramento do 18º
encontro do Fórum de São Paulo, o presidente da República Bolivariana da
Venezuela, Hugo Chávez, conclamou os partidos políticos, movimentos sociais e
organizações da esquerda mundial a continuar propiciando uma mudança no mundo a
partir da esquerda democrática.
"A questão política passa pela
esquerda mas tem que vir de mais longe, além das esquerdas. Eu creio que isso
também deve ser considerado nas batalhas e nas lutas de hoje nos movimentos e
partidos de esquerda da América Latina", disse.
Segundo o presidente, a América Latina
vem assimilando o movimento de esquerda "porque as experiências vão
ensinando", e fez referência à manifestação desta postura na Bolívia,
Equador, Argentina, no Brasil, na Nicaragua, na Venezuela e em muitos outros
países.
Pulsão heroica
O chefe de Estado venezuelano comentou
que os povos do mundo "têm dentro de si o que alguém chamava de pulsão
heroica. Os povos vivem de sua pulsão heroica".
Chávez destacou que o povo venezuelano
possui uma pulsão heroica que vive e viverá para sempre na alma do povo, em
suas entranhas”.
Durante o ato de encerramento foi
projetado um vídeo em que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva
manifestava apoio a Chávez.
Durante seu discurso, o mandatário
venezuelano destacou uma frase sobre a transformação mundial: "Trata-se de
transformar o mundo, mas para mudá-lo é preciso entrar na batalha real, uma
luta concreta, com as ideias e interpretações".
Chávez agradeceu a presença dos
pensadores de esquerda que participaram em todas as atividades do encontro.
"Quero agradecer em nome do povo
venezuelano, a presença de todos vocês aqui, que vieram de distintas partes do
mundo, agradeço ao Fórum de São Paulo que tomou a decisão de se reunir em
Caracas", asseverou Chávez.
Igualmente, saudou cordialmente os
presidentes dos países irmãos, citando os de Cuba, Equador, Brasil, Bolívia e
Nicarágua e todos os grandes mandatários latino-americanos.
Revolução como alternativa
Chávez discorreu sobre o processo em
curso no país, ressaltando que na Venezuela, antes da chegada da Revolução
Bolivariana, não havia possibilidade para uma alternativa de governo diante do
continuísmo da burguesia venezuelana.
Ele indicou que a esquerda no século 20
só conseguia captar entre 5% e 10% da votação. "Era uma ditadura com
disfarce democrático. Havia eleições a cada cinco años, mas já se sabia: Ou
ganhava a AD ou o Copei”, os dois partidos oligárquicos.
"En 2002 tiveram uma surpresa e se
surpreenderão de novo se tentarem fazer algo desestabilizador ou lançar alguma
agressão interna ou externa contra a Venezuela, contra nosso povo; se
surpreenderão muito mais, por isso lhes recomendo que nem tentem, porque não só
se surpreenderiam, também faríamos com que se arrependessem por 500 anos ou
mais".
Chávez indicou que a Venezuela foi
objetivo de múltiplos interesses mundiais pelas riquezas que tem, em particular
o petróleo, e que em diversas oportunidades pretenderam enfraquecer a soberania
nacional.
Recordou que a presença do petróleo no
solo venezuelano foi objeto de conspirações que remontam a séculos atrás, como
a derrocada do presidente constitucional Rômulo Gallegos.
Povo no poder
Referindo-se ao exercício do poder, o
presidente venezuelano ressaltou: "Hugo Chávez não está aqui para acumular
o poder pessoal, eu sou mais um redistribuidor do poder para dar o poder ao
povo e que este tenha cada vez mais poder. Não se trata de um homem no poder,
mas de um povo no poder", expressou.
Reeleição
Igualmente, reiterou que sua
candidatura às eleições presidenciales de 7 de outubro representa a
continuidade do processo revolucionário no país.
Chávez reafirmou que a Venezuela vive
sob um sistema político democrático.
O chefe de Estado considerou que, sem
cair no triunfalismo, está sendo ganha a batalha histórica da transição para o
mundo novo.
Fórum e integração
Para Chávez, nesse proceso tem sido
determinante a articulação com os governos revolucionários da América Latina e
as instâncias de integração como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa
América (Alba), assim como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul),
respeitando a visão de cada um dos movimentos, organizações, partidos e líderes
presidenciais.
O líder bolivariano falou ainda sobre a
necessidade de evitar o isolamento do restante das nações irmãs.
Igualmente, indicou que hoje mais do
que nunca há condições para a ofensiva internacional socialista.
"Aí estão os indignados, a
juventude da França, da Grécia, de Chicago (Estados Unidos). Até a Israel
chegaram os indignados. Vamos mandar uma saudação solidária aos indignados
deste mundo e aos movimentos novos das juventudes que iniciaram uma luta contra
os mil demônios, como os meios de comunicação e a repressão”.
"Não tenhamos medo de pôr a pedra
fundamental da libertação sul-americana, latino-americana, caribenha,
mundial", disse Chávez, que também comentou sobre o papel do Fórum de São
Paulo. Segundo ele, o Fórum cumpriu uma grande tarefa, mas “tem muito mais a
fazer”.
"Eu, por exemplo, sou um dos
críticos, não do Fórum de Sao Paulo, não, dos fóruns em geral, porque às vezes
se fala muito e se diz tudo”, observou.
Insistiu em que esas atividades sempre
devem orientar-se para "a luta por transformar o mundo que temos hoje. É
uma reflexão que sempre me permito fazer", agregou.
Prensa Latina e Agência Bolivariana de
Notícias
Cxxxxxxxxxxxxxxx
Existe uma dita página “independente”
na Internet, onde só escrevem petistas, que reúne artigos de bambas ligados ao
partido. As esquerdas brasileiras estão a merecer, de fato, um estudo. Vejam lá
o outrora revolucionário Fernando Pimentel, hoje ministro de Dilma. O homem
saiu na Prefeitura de Belo Horizonte e se tornou um consultor de salário
milionário da noite para o dia. A história, como viram, é um tantinho enrolada.
Mas volto.
Wladimir Pomar, esquerdistas de quatro
costados, ex-militante do PC do B, hoje petista, escreveu um artigo defendendo,
eu juro!, o imperialismo chinês! É!!! Ataca os “nacionalistas brasileiros” que
estariam preocupados com a concorrência chinesa. Leia um trecho do seu texto.
Volto depois:
” (…) o que mais espanta na análise de
vários de nossos nacionalistas é sua visão de não diferir um til sequer do
discurso norte-americano e europeu sobre o que chamam de projeto geopolítico e
a geoeconômico chinês. Tal projeto estaria transformando a África, a Ásia e a
América Latina em simples fornecedores de alimentos e matérias-primas. Em busca
de minério de ferro e petróleo, a China teria ‘ocupado’ economicamente o Gabão
e Angola, e se expandido pelo extremo sul da América Latina, ameaçando
transformar o Mercosul em pura retórica.
A China estaria, assim, repetindo a estratégia do capitalismo do final do século 19: tornar a periferia mundial em fonte de matérias-primas e alimentos. Sua proposta seria neocolonizadora, um risco de ‘conto do vigário’. Os que se contrapõem a essa visão sobre a China seriam vendilhões da pátria, dispostos a entregar energia e alimentos para o neo-sonho imperial chinês. Em resumo, a China amarela passou a ser o inimigo principal para esses nacionalistas.”
A China estaria, assim, repetindo a estratégia do capitalismo do final do século 19: tornar a periferia mundial em fonte de matérias-primas e alimentos. Sua proposta seria neocolonizadora, um risco de ‘conto do vigário’. Os que se contrapõem a essa visão sobre a China seriam vendilhões da pátria, dispostos a entregar energia e alimentos para o neo-sonho imperial chinês. Em resumo, a China amarela passou a ser o inimigo principal para esses nacionalistas.”
Voltei
O texto é escandaloso porque isso que ele escreve ab absurdo, como se caricatura fosse, é mesmo verdade. A China, de fato, ocupou o Gabão e Angola e busca uma relação neocolonial com vários países. Aí o leitor meio desavisado pensa: “Pô, Reinaldo, o cara é um comunista, né? Vai defender a China mesmo…”. Como diria o Apedeuta nos velhos tempos, é “menas verdade” do que parece.
O texto é escandaloso porque isso que ele escreve ab absurdo, como se caricatura fosse, é mesmo verdade. A China, de fato, ocupou o Gabão e Angola e busca uma relação neocolonial com vários países. Aí o leitor meio desavisado pensa: “Pô, Reinaldo, o cara é um comunista, né? Vai defender a China mesmo…”. Como diria o Apedeuta nos velhos tempos, é “menas verdade” do que parece.
O leitor talvez não esteja lembrado de
um post de 4 de julho deste ano. Atenção!Wladimir Pomar É UM EMPRESÁRIO. E
LUCRA JUSTAMENTE COM A… CHINA! Essa defesa do neocolonialismo é, antes
de tudo, uma questão de interesse pessoal. Anotem aí. São consultores de
sucesso hoje no Brasil: José Dirceu, Antonio Palocci, Fernando Pimentel e
Wladimir Pomar. Leiam trecho daquele post., Volto depois.
*
O negócio do momento é o socialismo de resultados!
*
O negócio do momento é o socialismo de resultados!
Em nenhum país do mundo, com as
prováveis exceções das máfias russa e chinesa, a esquerda se deu tão bem quando
se meteu, como dizer?, com a economia de mercado como no Brasil. Em breve, os “radicais
petistas” estarão fazendo seminários mundo afora sobre como se dar bem no
capitalismo pregando o socialismo. Por que isso?
O Brasil tem uma verdadeira dinastia de
“vermelhos”, uma família de “radicais autênticos”. O nome mais conhecido hoje é
Valter Pomar, expressão da dita extrema esquerda petista. Ele tem sempre uma
porcentagenzinha dos votos que lhe permite a fama de autêntico esquerdista e
lhe garante o posto de Secretário de Relações Institucionais do partido. Entre
14 e 29 de maio, Pomar, o Valter, fez uma excursão política pela Espanha,
França, Suécia e Inglaterra, com uma parada em Frankfurt, na Alemanha. Recebeu
tratamento VIP do Itamaraty, coisa de autoridade mesmo!
Valter é filho de Wladimir e neto de
Pedro, lendário dirigente comunista, morto durante o regime militar. E é
Wladimir - nome que homenageia seu xará mais famoso, o Lênin - um dos
protagonistas da reportagem abaixo, de Ricardo Balthazar, na Folha deste
domingo. Vejam que mimo. Eu já começo a me encantar com o fato de um notório comunista
ser “consultor de empresas”…
*
Na parede atrás da mesa de trabalho do consultor de empresas Wladimir Pomar, há uma fotografia que mostra seu pai apertando a mão do primeiro-ministro chinês ChuEn-lai ao final de um encontro político, em 1971. O empresário Marco Polo Moreira Leite faz negócios com a China desde a década de 90, quando procurava produtos chineses para abastecer redes de varejo brasileiras e viveu perto de Pequim. Os dois trabalham juntos hoje em dia, abrindo portas no Brasil para um punhado de gigantes estatais chineses que querem entrar no país. Uma pequena empresa de comércio exterior que eles criaram há três anos, a AsianTrade Link (ATL), representa um consórcio interessado no trem-bala que ligará São Paulo ao Rio, uma indústria que quer vender turbinas para a hidrelétrica de Belo Monte e uma empresa que está de olho no petróleo do pré-sal.
*
Na parede atrás da mesa de trabalho do consultor de empresas Wladimir Pomar, há uma fotografia que mostra seu pai apertando a mão do primeiro-ministro chinês ChuEn-lai ao final de um encontro político, em 1971. O empresário Marco Polo Moreira Leite faz negócios com a China desde a década de 90, quando procurava produtos chineses para abastecer redes de varejo brasileiras e viveu perto de Pequim. Os dois trabalham juntos hoje em dia, abrindo portas no Brasil para um punhado de gigantes estatais chineses que querem entrar no país. Uma pequena empresa de comércio exterior que eles criaram há três anos, a AsianTrade Link (ATL), representa um consórcio interessado no trem-bala que ligará São Paulo ao Rio, uma indústria que quer vender turbinas para a hidrelétrica de Belo Monte e uma empresa que está de olho no petróleo do pré-sal.
“A China tem dinheiro e tecnologia”,
diz Pomar. “Em vez de ficar com medo, o Brasil deveria ter políticas para
atrair esses investimentos.” Pode parecer ambição demais para uma empresa tão
nova, mas Pomar e Moreira Leite têm uma vantagem que poucos possuem nesse ramo:
uma vasta rede de relacionamento que ajuda a abrir caminho no Brasil e na
China.
Aproximação
Filho de um dirigente do PCdoB que foi morto pela polícia na ditadura militar, Pomar, 74, participou da fundação do PT e é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi o coordenador da primeira campanha presidencial de Lula, em 1989. Moreira Leite, 66, começou a trabalhar com Pomar em 2002. Lula estava prestes a assumir o poder e os amigos de Moreira Leite na China o procuraram. “Eles queriam muito se aproximar do novo governo”, diz o empresário.
Filho de um dirigente do PCdoB que foi morto pela polícia na ditadura militar, Pomar, 74, participou da fundação do PT e é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi o coordenador da primeira campanha presidencial de Lula, em 1989. Moreira Leite, 66, começou a trabalhar com Pomar em 2002. Lula estava prestes a assumir o poder e os amigos de Moreira Leite na China o procuraram. “Eles queriam muito se aproximar do novo governo”, diz o empresário.
Pomar levou o assunto a Lula, e a dupla
recebeu dinheiro do governo para realizar seminários promovendo o comércio
entre o Brasil e a China. Eles participaram da organização da primeira visita
de Lula à China, em 2004. Na mesma época, Pomar apresentou à então ministra de
Minas e Energia, Dilma Rousseff, o grupo Citic. A Eletrobras depois o contratou
para construir uma usina termelétrica em Candiota (RS).
Pomar diz que evita tirar proveito de
sua amizade com Lula para fazer negócios. Mas sabe como os chineses valorizam
esse tipo de conexão. “Aprendi com eles que você precisa ter relações com todo
mundo”, afirma Pomar. A ATL tem 13 sócios. Entre eles, estão o
ex-vice-governador de Mato Grosso do Sul EgonKrakhecke, que é do PT e hoje é
secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do
Meio Ambiente. São sócios o deputado estadual Jailson Lima, do PT de Santa
Catarina, e o ex-deputado federal Luciano Zica, que deixou o PT para entrar no
PV.
(…)
Volto para encerrar
O herdeiro do empresário Wladimir Pomar é Valter Pomar — não sei se único. Além de secretário de Relações Internacionais do PT, é também secretário-executivo do Fórum de São Paulo, entidade que reúne as esquerdas da América Latina, muitas delas no poder.
(…)
Volto para encerrar
O herdeiro do empresário Wladimir Pomar é Valter Pomar — não sei se único. Além de secretário de Relações Internacionais do PT, é também secretário-executivo do Fórum de São Paulo, entidade que reúne as esquerdas da América Latina, muitas delas no poder.
Ocorre-me agora: como chefão do Fórum,
Valter, o filho, pode ser um ativo e tanto para Wladimir, o pai, um consultor
de empresas da… China!
Por
Reinaldo Azevedo